Por: TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO
cadeira 12 da AFLAM
Vivemos em uma era onde o ruído é constante. Seja nas conversas frenéticas, nas redes sociais ou no bombardeio de informações, raramente permitimos que o silêncio ocupe espaço. No entanto, longe de ser um vazio, ele é essencial para o desenvolvimento intelectual, emocional e criativo.
Na busca de amadurecimento da minha essência emocional e intelectual, eis que optei por um momento de prolongado silêncio (desde outubro/2023) sem enviar matéria para a coluna AFLAM em Pauta; uma necessidade para repensar o significado desta Coluna para as mulheres que compõem a Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense – AFLAM, principalmente para mim.
Pois não é que valeu a pena?! O silêncio possibilitou-me um tempo de reflexão, permitindo que minha mente processasse meus pensamentos e organizasse minhas ideias.
Entendo que na busca por soluções e aprendizados, é na pausa que encontramos clareza. Estudos demonstram que momentos de introspecção contribuem para a redução do estresse e o aumento da concentração, beneficiando tanto o desempenho acadêmico quanto o profissional.
Além disso, grandes filósofos e pensadores ao longo da história valorizaram a importância do silêncio. Aristóteles refletia sobre a necessidade da contemplação para a sabedoria. Na literatura e na música, diversos artistas encontraram na quietude a fonte de suas maiores criações. A ausência de estímulos externos não limita o pensamento, mas sim abre espaço para novas possibilidades.
Entretanto, a sociedade tende a enxergar o silêncio como uma lacuna desconfortável, incentivando uma cultura de movimento incessante. Essa visão cria um paradoxo: ao evitar momentos de pausa, restringimos nossa capacidade de crescer. O equilíbrio entre a comunicação e o recolhimento é fundamental para a saúde mental e o autoconhecimento.
Portanto, o silêncio não deve ser visto como um isolamento, mas como um instrumento poderoso para o amadurecimento. Aprender a valorizar a pausa é essencial para aqueles que buscam uma vida mais plena, criativa e consciente. Afinal, é no silêncio que muitas das melhores respostas são encontradas.
No meu caso, a resposta adveio de quão importante é o exercício da meditação sobre o silêncio, para novas construções significativas na produção literária, em consonância com os saberes alinhados ao coletivo das práticas das mulheres aflameanas.
Dessa pausa silente necessária ao crescimento emocional e intelectual no ressurgir da nova roupagem da maturidade, eis que volto à AFLAM em Pauta.
… É possível ?
Prof.a Enf.a Dra. TANIAMÁ VIEIRA DA SILVA BARRETO (Taniamá Barreto). Professora titular aposentada da UERN é autora de vários livros de poesias, crônicas e técnico-científicos. É sócia fundadora das seguintes academias: Academia de Letras e Artes de Martins (ALAM), ocupante da Cadeira 01 (atual presidente; Academia Feminina de Letras e Artes de Mossoró (AFLAM), ocupante da Cadeira 12 e Academia de Ciências Jurídicas e Sociais (ACJUS), ocupante da Cadeira 03. É Titular da Cadeira 08 da Academia Mossoroense de Letras (AMOL) e Patronímica da Cadeira 57 do Conselho Internacional de Letras e Artes (CONINTER). Integra o Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), a Sociedade Brasileira de Estudo do Cangaço (SBEC), o Museu do Sertão, a Associação Literária e Artística de Mulheres Potiguares (ALAMP) e a Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM), além de Sócia Correspondente da Academia de Letras de Apodi (AAPOL).
