Imunização

UFRN começa vacinação de idosos contra Covid-19

Idosos com 75 anos ou mais foram cadastrados em sistema disponibilizado em parceria com o município.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) começou, nesta segunda-feira (15) a aplicar vacina contra Covid-19 em idosos a partir de 75 anos moradores de condomínios de Natal e cadastrados no aplicativo Vacina Idosos.

A ação, realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Natal, que disponibiliza as seringas e as doses da AstraZeneca da Oxford, tem mais de 500 condomínios cadastrados com cerca de 1.600 idosos. A Universidade fica responsável pelos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), o sistema e os voluntários, que são professores e estudantes de pós-graduação.

Segundo a professora Viviane Euzébia Pereira Santos, do Departamento de Enfermagem (Denfer), são atendidos apenas os idosos que não tomaram nenhuma dose da vacina ainda. A expectativa é vacinar até 150 pessoas por dia nas duas etapas necessárias para o processo de imunização. A ação passou por um período de cadastramento dos condomínios, no qual os síndicos inseriram as informações dos prédios e das pessoas com direito a se vacinar no aplicativo Vacina Idosos.

Essa parceria começou a ser desenvolvida desde o ano passado quando o mesmo sistema, criado pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (Lais/UFRN), foi utilizado para vacinar contra influenza, com objetivo de impedir que os idosos saíssem de casa e ficassem mais expostos à covid-19.

No mês de fevereiro, os voluntários participaram da vacinação em 19 instituições de longa permanência (abrigos) públicas e privadas de Natal, alcançando em torno de 350 idosos. A medida deve ser repetida toda vez que for lançada uma nova etapa do plano nacional de imunização.

“Esperamos poder ajudar a diminuir a ansiedade dos idosos, evitar que eles saiam de casa e se exponham à doença, bem como fazer com que a pandemia reduza os números de infectados com o aumento de vacinados. Além disso, estamos fazendo com que a universidade dê mais um retorno à sociedade”, reforça a professora Viviane Euzébia.

G1 RN

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