Precisamos aprender de um jeito menos tortuoso

Não é fácil viver no isolamento social. Manter distância de familiares e amigos, abandonar o hábito de ir à missa, ao culto ou aos centros de umbanda; ter que abrir mão da pelada nos finais de semana; não poder correr na praça em pequenos grupos. Essas algumas das muitas coisas que tivemos que nos privar em nome da nossa existência.

Há por outro lado, uma chance que se abre. Criou-se a oportunidade para que alguns de nós passe a dar valor a coisas que achávamos chatas, monótonas ou até ruins. Fazer feira, por exemplo. Para muitos, era um suplício, hoje, uma das poucas possibilidades de se sair de casa. Mas, mais do que isso, é a ocasião para percebermos que comprar o que o trabalho nos proporciona é tão importante quanto o próprio trabalho.

Cuidar de um jardim, apreciar o crescimento de um bichinho de estimação. Ter mais tempo com a família – principalmente – são muitas das chances que estamos tendo. E tudo isso, além de nos mostrar o prazer das pequenas/grandes coisas, tem aliviado a pressão de termos que ficar em confinamento.

Está demorando muito? Está. Mas sempre pagamos mais quando descuidamos de dar valor às pequenas coisas. Elas também importam. Precisamos aprender pequenos gestos sem sermos obrigados a empenhar grandes sacrifícios.


COMITÊ NORDESTE

O Comitê Científico do Nordeste está orientando o lockdown nas duas principais cidades do Rio Grande do Norte: Mossoró e Natal. O RN não integra mais o colegiado. Saiu do grupo dizendo que não estava sendo ouvido, terá sido por isso? A bem da verdade, a saída do Estado daquele colegiado nunca foi bem explicada.

TESTE COVID-19

Mossoroenses relatam dificuldades para serem submetidos ao teste da Covid-19 nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da rede municipal de Saúde de Mossoró. Além da burocracia, relatam denúncias chegadas até a coluna, as pessoas reclamam que quase sempre mudam os requisitos.

TESTE COVID-19 II

No atual cenário da pandemia, penso que os órgãos de saúde devem fazer o esforço para testar o maior número de pessoas possível. Saber quem está contaminado é um passo importante para evitar a proliferação da doença.

GOLPE À VISTA?

Parece ficar cada vez mais claro que é a militarização do governo tem um propósito: impedir a queda do presidente Bolsonaro, mesmo que ele continue cometendo crimes, sabotando a ciência e desafiando os outros poderes.

GOLPE À VISTA II?

Independentemente de quem esteja na cadeira da Presidência da República, não estamos, ainda, num Estado absolutista, então, Bolsonaro ou qualquer outro precisa ter seus atos investigados, sobretudo quando há tanta evidência quanto no caso dele.

GOLPE À VISTA III?

Essa é a segunda vez que os militares de pijama saem da toca para ameaçar o Estado Democrático de Direito. O general de Exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa disse, em abril de 2018, que se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse eleito o Brasil sofreria intervenção militar.

GOLPE À VISTA IV?

Os militares chegaram ao poder em 2018 por meio do voto – embora a eleição tenha sido fraudada – mas tudo indica que eles estavam dispostos a tudo para chegar lá. Apoiar um miliciano e corrupto como Bolsonaro é a prova disso. A turma da caserna não vai largar o osso tão cedo. O Brasil se prepare para o pior. Com ou sem Bolsonaro.

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