O que se vê, se vive!

O tempo cinza em dias frios, nem sempre é um bom cenário para ler um livro. Assim, como existem dias ensolarados sem alegria. As incertezas, definem o momento, mas os rumos a serem seguidos dependem de alento, determinação, coragem e fé.

O aspecto nebuloso e ao mesmo tempo deslumbrante de dias invernosos nos fazem refletir sobre muitas coisas, pois nos dá a oportunidade de rever alguns conceitos por meio da introspecção. Afinal, é sempre muito interessante o encontro do eu com eu mesma. Apesar da vida ser uma arte que precisa de encontros, e dos bons momentos sempre aparecerem compartilhados.

Dia desses, numa de minhas viagens, tive a grata oportunidade de vivenciar tal experiência.  Eis o relato:

Eram por volta das dezessete horas, num janeiro invernoso, em que eu cruzava o céu da Polônia. A temperatura externa ultrapassava os 45ºC negativos e a intensidade da neve ainda era visível, mesmo há algumas milhas percorridas.

De repente, um estalo chama à atenção de todos os passageiros em pleno voo, e eu estava na companhia daquela inesquecível viagem, que não podia ser melhor: o meu filho. Logo, nós olhamos até então preocupados, mas repentinamente o infortúnio passou.

Foi possível, num curto espaço de tempo, perceber em meio a imensidade daquele céu cinza e coberto de densas nuvens, já adentrando a Bielorússia, a reflexão amarelada que começou a invadir a aeronave imediatamente.

Tão logo, o cenário cinza se tornou brilhante e intenso, a claridade do sol trouxe a animosidade ao ambiente , e  mesmo do alto  entre as nuvens  pude perceber  um arco-íris, o que parecia sem cor e triste, resplandece em luz.

E, agora o que mensurar acerca de todas essas coisas, concomitantes e consecutivas. Já que, eu estava na superfície e a temperatura marcava 8ºC negativos, além de nublado, a sobriedade das cores e do silêncio, a procura de aconchego e de calor trás ao ambiente uma sensação de tristeza e solidão. Você sobe até ao céu e lá, bem acima da cobertura cinzenta a temperatura fica bem mais negativa mais se encontra luz. Parece controverso, mas é a realidade!

Sabe, essa viagem me deu inúmeras lições.

Dentre elas: nada pode ser bem da forma como se vê, tudo depende de como se vê. E mais, além de como se vê, onde se está para vê. É o ângulo que faz toda a diferença. Por isso, é interessante permanecer no eixo positivo e no quadrante exponencial em crescimento, sempre atraindo vibrações propositivas.  A força que existe dentro de nós, também é responsável pelo que estamos a todo momento atraindo.

É bem certo, que em cenários cinzentos os girassóis se inclinam ainda mais em busca da luz. A curvatura voltada para baixo permite impedir a visão para enxergar que, há em altitudes bem maiores e melhores, no mesmo cenário, a luminosidade que se precisa e o alento para tudo ser diferente. Afinal,  tudo depende de como se vê!

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