O DIREITO DE PROTESTAR

O texto constitucional, em seu artigo 5º, inciso IV começa dizendo: é livre a manifestação de pensamento. Mais adiante, a parte inicial do inciso XIV, no mesmo artigo, fala que “todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização”. Pronto, o legislador constituinte foi sábio nesta definição e, de igual maneira espera-se a postura da sociedade civil organizada na hora de sair às ruas e protestar. Atos de vandalismo, depredando patrimônio público ou privado, é crime, e pior, quando público é do bolso do próprio povo que sai o dinheiro para o reparo do dano. Vamos sim manter o poder de indignação e sair para protestar, porém com a bandeira da ordem sendo empunhada na linha de frente, do contrário, perde-se a razão.

FARINHA DO MESMO SACO

O Brasil hoje, na avaliação de muitos, e eu concordo, vive sem uma referência na questão da liderança na vida pública e privada. Hoje, infelizmente, chega-se à conclusão que os principais líderes do governo e oposição se tornaram farinha do mesmo saco, em seu aspecto negativo. Entre investigados, réus e condenados, lá estão deputados, senadores, presidente e ex-presidentes da República. Um verdadeiro mar de lama banha a nossa nação com a participação de representantes do povo e empresários que roubaram e roubam o país, enfim, traíram a pátria. E, infelizmente, também não podemos excluir de sua parcela de culpa a própria população, respeitadas as exceções, que também, por falta de educação, lançam comportamento desabonadores no trânsito, na fila do banco e na própria convivência diária. A reciclagem precisa ser geral.

FIRME NA CANDIDATURA

A participação na disputa pela vice-prefeitura de Mossoró, na chapa encabeçada por Tião Couto, não foi uma mera aventura, como se pensava, para o empresário Jorge do Rosário. Nos encontramos na TV Metropolitano e ele me falou do projeto de lançar seu nome, pelo Partido da República, o PR, como candidato a deputado estadual no pleito do próximo ano. Jorge me disse que as conversas já estão bem adiantadas, principalmente com o presidente do partida, João Maia, que deve ser candidato a deputado federal, apesar da presença de sua irmã, deputada Zenaide Maia, comenta-se, deve deixar o partido. Em relação a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Jorge do Rosário disse que tem conversado com amigos e familiares e, entre as opiniões favoráveis ou não a esse projeto, ele garante que a tendência é a sua consolidação. Aguardemos então.

O NOGUEIRÃO E O GINÁSIO DE ESPORTES

O esporte, desde que não seja útil em um período eleitoral, parece não fazer parte do programa de governo na Prefeitura de Mossoró. Na administração anterior, tivemos o sepultamento inexplicável dos Jogos Escolares, e agora encontram-se esquecidos, praticamente as traças, dois patrimônios importantes para o desporto mossoroense e do Rio Grande do Norte, leia-se, Estádio Professor Manoel Leonardo Nogueira – O Nogueirão, e o Ginásio Poliesportivo Pedro Ciarlini. Como perguntar não paga imposto de renda, eu indago: Qual o real motivo de tanto desprezo pelo esporte na terra do Mossoró Cidade Junina?

MENSAGEM

“NÃO SÃO AS ERVAS MÁS QUE AFOGAM A BOA SEMENTE, E SIM A NEGRLIGÊNCIA DO LAVRADOR”. – Confúcio.

FACILIDADE NA FUGA

No Rio Grande do Norte continua a vida tranquila do governador que anda em carro blindado, comprado com dinheiro público, e na outra ponta, a insegurança crescente. Além dos bandidos soltos, as penitenciárias que deveriam manter trancados os condenados, são verdadeiras tábuas de pirulito. Só fica preso quem quer, pois as facilidades para sair são enormes. Somente no presídio de Parnamirim, o divulgado, já foram 114 fugas em 2017, divididas em 14 ocorridas no mês de janeiro e, de uma só vez, 100 fugitivos no mês de maio. Enquanto isso o governo ainda conseguiu alguns babacas, perdoem a falta de compostura, para gravar peças publicitárias mentirosas de que vivemos em célere desenvolvimento. Olha, se crescer no estilo rabo de cavalo for positivo, precisamos mudar o significado da palavra progresso.

DINHEIRO DA CONTRIBUIÇÃO SINDICAL

Se utilizando do dinheiro arrecado com a contribuição sindical, contribuição compulsória paga anualmente pelo trabalhador brasileiro, as Centrais Sindicais levaram dezenas de pessoas para uma manifestação em Brasília. É uma pena que, somente agora, eles tenham resolvido reagir, pois faz tempo, e envolvendo outros partidos, que o Brasil vem sofrendo com os gatunos. Então, se é para protestar, não pode ser contra um ou outro lado, e sim contra todos aqueles que atingem o trabalhador brasileiro. Pelo desenho atual, fica parecendo que as centrais fizeram uma escolha partidária e, pior ainda, apoiando parte dos envolvidos com os esquemas de corrupção na Petrobrás, propina e compra de informações privilegiadas. Agindo assim vão fomentar a defesa daqueles que querem tornar essa contribuição voluntária.

CULPA NO CARTÓRIO

Ainda repercute a audiência em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ouvido pelo juiz Sérgio Moro. Acompanhando a cena, de algo corriqueiro no meio jurídico, eu recorro a um ditado popular para tentar entender a campanha dos simpatizantes de Lula tentando ridicularizar o magistrado e, desacreditar as acusações que pesam contra o ex-presidente. Algumas babaquices e insanidades que andei lendo, só me leva no sentido da seguinte linha: Quando você não deve, não teme e prova sua inocência. Agora, quando reage de forma desesperada para inverter o alvo de quem realmente errou, cometeu crime ou possa ter errado ou cometido algum ilícito, diz o dito popular, tem culpa no cartório. Creio que os companheiros erraram feio de estratégia, pois ficou no mínimo estranho tamanho desespero.

FESTIVAL DE PERÍCIAS

Desde que foram divulgadas as gravações envolvendo o presidente Temer e os donos da JBS, deu-se início a um verdadeiro festival de perícias. Uma para cada gosto, ou melhor, cliente. De acordo com o cliente que solicita a perícia nas gravações, é divulgada uma avaliação diferente, ou seja, sempre ao gosto do contratante do perito. Para quem quer a condenação do presidente, o áudio é tido como perfeito, sem falhas, já para a sua defesa surgem inúmeras e até incontáveis edições. Correndo paralelo me parece também existir versões diferentes de jornais concorrentes. Uma coisa é certa, a situação é grave e precisa ser apurada em seus mínimos detalhes, se possível, pensando no Brasil, e não apenas na disputa do cargo de presidente. Alvo principal de tudo que vem acontecendo. Uma oposição que parecia no último suspiro, ganhou fôlego e tem usado a situação para reconquistar espaço e, na outra ponta, um governo insustentável, sem moral para seguir adiante, tenta, praticamente na força, se manter vivo. Em fogo cruzado, a economia do país que volta a despencar no abismo sem fim. Não se enganem senhores, não existem inocentes nesta batalha pelo poder.

QUE PAÍS É ESSE?

O Brasil é cheio de posições estranhas ao bom senso. Primeiro todos reclamavam da chamada “Cracolândia” em uma área do centro de São Paulo, e faz anos que escuto falar no problema. Agora a prefeitura paulista resolveu reagir, acabar com o ponto de venda e consumo de drogas e, pasmem, estão reclamando. Até mesmo a iniciativa de ofertar tratamento aos dependentes químicos (viciados) tem recebido críticas. Afinal, que país é esse? Querem ou não que o poder público resolvam a questão? Olha, o remédio pode até ser amargo, porém se levar a cura, vale o sacrifício da careta.

AÇÃO POSITIVA

Em meio a tantas notícias complicadas, uma merece especial destaque. E aqui o fazemos de forma gratuita, apenas com o intuito de reconhecer uma ação positiva por parte dos empresários que dirigem a empresa de cimento Mizu, na região da grande Mossoró. Mais especificamente na cidade de Baraúna, a unidade local promoveu uma semana de palestras e debates tendo como foco a questão do alcoolismo e o uso de outras drogas. Mostra uma iniciativa de cunho social e preocupação com seu corpo funcional que certamente deverá render frutos positivos, tomando como base alguns testemunhos dados durante a realização do evento. De parabéns a direção da Mizu pela iniciativa e, que outras empresas possam seguir o bom exemplo. Quando você cuida da saúde do seu funcionário, eu diria até de forma direta, também cuida da saúde de sua empresa.

 

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