Mulher que caiu de passarela sofreu fraturas na coluna e bacia
A mulher que caiu da passarela de 5 metros de altura na tarde de segunda-feira (13) em Parnamirim, na Grande Natal, após a tela de proteção ceder, sofreu fraturas na coluna e na bacia e vai ficar três meses acamada.
Luana Priscila, de 35 anos, é moradora do distrito Cabeceiras, em Tibau do Sul, no litoral potiguar, e tinha ido até Parnamirim para acompanhar o filho de 7 anos em um exame numa clínica da cidade.
O acidente aconteceu por volta das 13h. Segundo a mulher, a passarela estava bastante movimentada, e ela, que carregava sete sacolas de supermercado no momento do acidente, acabou se desequilibrando e caindo por cima da tela de proteção.
“Quando a gente foi chegando logo no meio [da passarela], um tumulto. Gente passando para lá e para cá. Houve um desequilíbrio, eu tropecei, e me firmei com as mãos, isso com as sacolas também. Me firmei na parte da tela [de proteção] da passarela. Só que não tinha tela”, relatou.
“Me desequilibrei e já caí de imediato, não vi mais nada, a vista ficou turva. E meu filho ficou lá em cima. Caí sentada no chão”, completou.
Luana caiu da passarela em uma das faixas da BR-101. Pessoas que presenciaram o acidente protegeram a mulher dos carros passando na via até a chegada da ambulância.
No hospital, ela passou por exames e avaliações com neurologista e ortopedista. A mulher – que cuida da mãe cadeirante e de dois filhos – vai precisar ficar em repouso absoluto na mesma posição por cerca de 90 dias.
“Eu não estou conseguindo andar, nem me levantar e muito menos me sentar, porque o problema é muito sério”, falou.
Os médicos sugeriram à paciente o uso de um colete ortopédico que custa cerca de R$ 900, mas Luana, que atualmente vive apenas do Bolsa Família e de alguns bicos como revendedora, contou que precisa de ajuda para comprar o equipamento. Além disso, ela também necessita de fraldas. Quem quiser ajudar, o telefone de Luana é o (84) 99473-8849.
A Defesa Civil de Parnamirim e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) isolaram o trecho onde a mulher caiu pouco após o acidente, mas, nesta terça-feira (14), pedestres já haviam afastado os cones e as fitas de isolamento e passavam pela estrutura normalmente.
g1 RN
