CRÔNICA

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO

A escola continua ativa, graças a Deus! Oficialmente é o Colégio Estadual Jerônimo Rosado. A cidade a conhecia como Instituto de Educação. O registro que se faz aqui é sobre seus primeiros anos. Primeira grande escola pública de nível médio na cidade, abrigou desde o início também a Escola Normal, formadora de professoras, e o curso primário da Escola de Aplicação 30 de Setembro, após demolição do antigo prédio onde essas duas funcionavam, na Dionísio Filgueira. Era possível, assim, na mesma escola, iniciar-se o curso primário, chegar ao ginasial através do temido “exame de admissão”, galgar o curso científico, se não optasse pela escola normal, e habilitar-se à universidade.

Suas salas grandes e arejadas por várias janelas, suas rampas largas e corredores imensos, enchiam-se, manhãs, tardes e noites, de uma juventude plena de otimismo ante novas perspectivas, ampliadas, a seguir, pelas primeiras unidades de escolas de nível superior surgidas no município.

Diretores dos primeiros tempos, lembramos Dr. José Augusto Rodrigues, José Azevedo de Araújo, Willame Ubirajara Pinheiro. Vários outros se seguiram. A lista é grande e a memória nem tanto quando os nomes são de professores. Entre tantos que poderiam ser citados, vêm os de Sergina Leão, Dalvanir Rosado, Maria Clotilde, Monsenhor Raimundo Gurgel, Padre José Nobre, Padre Flávio, Elza Gurgel, João Batista Cascudo Rodrigues, Dr. Mozart Menescal, Dr. Ataulfo Fernandes, Dr. Elias Borges, Irismar Ribeiro, Irene Frota, Lauro Monte Filho (Laurinho), Safira, Evilásio Leão, Everlin Fidelis e, entre os mais novos, Antonio da Graça Machado (Machado) e Tarcísio Gurgel. Antigos alunos passaram a professores na mesma escola, caso de Zé Maria, professor de matemática, Jomar Rego e Walter Fonseca.

Funcionários que logo estabeleciam empatia com aquela ruidosa constelação de alunos seriam também muitos a lembrar. Permitimo-nos representa-los pela afável Dna Letícia, Mundinha e aquele que prontamente trazia o giz, o apagador de quadro e até a lista de chamada no início das aulas, filho do respeitado professor Solon Moura, mudo e perfeitamente integrado ao ambiente de trabalho, quando a inclusão de portadores de alguma dificuldade física não era sequer discutida.

A história do Colégio Estadual de Mossoró, outra denominação outrora conhecida, preenche requisitos para pesquisas universitárias. Tema para tese de doutorado. Aqui, por mais rápida e superficial que se pretenda a presente abordagem, temos que voltar ao assunto na próxima postagem.

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