Pandemia

Especialistas veem como plataformas digitais como alternativas à crise

O caminho é apontado por especialistas que participaram de conferência online

O uso das plataformas digitais deve ser uma das principais alternativas de micro e pequenos empresários no processo de reinvenção frente à crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. O caminho é apontado por especialistas que participaram de conferência online promovida, nesta segunda-feira, 4, pela Redepetro/RN para discutir os impactos da Covid-19 nos negócios.

Para isso, é necessário que, especialmente os pequenos negócios, se readequem às necessidades do cliente e à nova realidade de negócio, alerta o diretor superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, que participou do encontro e cita o exemplo de queijeiras do município de Caicó para ilustrar a necessidade dos negócios estarem cada dia mais online, seja em sites, mídias sociais ou outras ferramentas digitais.

“A maioria dos empreendedores vendiam seus produtos na feira, em suas sedes, e, diante da crise, com o fechamento do comércio, o Sebrae criou um site, que congrega todas as empresas e é lá onde eles estão vendendo, fazendo as entregas e se mantendo vivas. O e-commerce é uma realidade, também para o micro e pequeno, e, mais do que nunca, as empresas precisam estar conectadas com seus clientes”, defende.

Outro aspecto observado pelo superintendente na conferência, diz respeito ao posicionamento das empresas quanto à responsabilidade social. Segundo Melo, passada a pandemia, os clientes estarão ainda mais exigentes quanto ao papel social desempenhado pelos negócios. “Ter responsabilidade social será um grande diferencial da empresa, junto à segurança e ao conforto que deve oferecer”, destaca.

Mas, apenas estar online não basta para sobreviver à crise que reduziu, em média, 89% do faturamento das micro e pequenas empresas, segundo estudo do Sebrae. Para o advogado e conferencista Costa Barros, outro fator deverá ser determinante na sobrevivência dos negócios.

“A criação de medidas provisórias, por parte do Governo Federal, que beneficiam o empresário, como a MP 936, trará alívio e poderá manter vivo o negócio, seja quando permite a antecipação de férias ou a redução proporcional da jornada de trabalho e da remuneração do funcionário. Isso mantém empregos e garante tempo de recuperação ao empreendedor”, frisa.

Preocupação

Os novos direcionamentos, no entanto, parecem estar mais distantes de um setor específico, o da produção e exploração de petróleo que, além dos problemas gerados pela pandemia, que afeta diretamente o preço do óleo, já enfrenta no Rio Grande do Norte a crise gerada pela redução de atividades da Petrobras no Estado.

“Infelizmente, a pandemia agravou ainda mais a situação das empresas que produzem e exploram petróleo. Agravou o problema do preço, que despencou e paralisou projetos. Isso gera um impacto muito grande, e nos deixa muito preocupados. Teremos redução na produção, e, certamente, graves perdas de empregos. Será preciso um trabalho muito forte para manter as empresas funcionando”, aponta Gutemberg Dias, presidente da Redepetro/RN e mediador do debate.

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