Discurso da solenidade da entrega do documento
(Discurso da primeira turma de formandos oriundos do Campus Universitário de Mossoró em 1977 proferido por Dulcinéa Aguiar Cavalcante e Silva )
POR: DULCINÉIA AGUIAR CAVALCANTE E SILVA
Nesta hora, embaixo da mangueira centenária da Reitoria, nesta tarde de primavera de sertão abrasado do calor dos ares que nos rodeiam, há uma leve brisa bafejado pelo o calor humano de quem me acolhe de forma inestimável. O tempo é senhor da história e é por essa história que hoje me encontro nessa solenidade que se mostra muito cara, a mim.
Sou uma das pessoas que depois de 45 anos, pôde retornar ao cais e acenar novamente para o momento espantoso do retroceder de ponteiros, do relógio hegemônico da história.
Fazer parte desta solenidade, sinto, que o protagonismo me confere por esse gesto inédito na minha caminhada. A UERN nas festividades dos 52 anos de existência proporcionou-me este mágico momento.
Nesse mergulho, lembro os idos de 1970, a vida trouxe-me a Mossoró e me oportunizou fazer parte do crescimento quando transpus o portal de tão importante Instituição : a Universidade. A época, ela apenas engatinhava bravamente. Era levada pela mão de muitos homens e mulheres que se entregaram à nobre missão de fazê-la ascender. E, hoje a magnitude de tudo e como evoluiu, muito me orgulha.
O orgulho toma outra dimensão, se me vejo ponte, dessa enorme travessia e do quanto mudou nessas quase 5 décadas que separaram esse momento, daquele dezembro em 1977.
A Universidade cresceu em abrangentes e importantes segmentos da comunidade seja no corpo discente, com ênfase, o corpo docente extraordinário e, no conjunto de métodos do conhecimento envolvido, como requer um instrumento de desenvolvimento científico / lítero / cultural.
Entrego nessa hora o meu simples discurso de término de curso, como aluna graduanda em Pedagogia, escolhida para representar os 13 cursos vigentes. Foram 4 laudas escritas em papel datilografadas (já amarelecidas pelo tempo), dirigidas aos presentes. Em comunhão e, diante de todas as autoridades importantes da cidade, naquela ocasião postados em frente a capela de São Vicente no centro de Mossoró. Momento solene e importante para todos nós, razão para guardarmos na memória.
Hoje, olhando pelo retrovisor do tempo, podemos ver o quanto andamos, o quanto subimos a montanha do que buscávamos, e, como foi gratificante o ponto cardeal que nos localiza com um astro brilhante e promissor no universo do conhecimento acadêmico.
Mossoró mereceu, aliás, os seus filhos unidos por uma causa, fizeram por merecer tudo o que de bom ocorreu em crescimento, em engrandecimento e pertencimento a uma nação que anela tecer no futuro o mais nobre das trilhas e caminhos: A Educação.
E, para concluir quero agradecer a magnifica reitora Draª Cicília Raquel Maia Leite e a Ilma. diretora da Faculdade de Educação, a Draª Meiry Ester Barbosa de Oliveira por esta oportunidade única na minha vida.
Não posso deixar de pensar com carinho no Secretário de Cultura de Mossoró Dr. Etevaldo de Almeida e a minha amiga Profª Ângela Gurgel que concorreram para esse momento. A minha família, a AFLAM (Academia Feminina de Letras e Artes) a qual pertenço.
Dirijo-me também aos amigos do Café&Poesia os sinceros agradecimentos pela honrosa presença. Que Deus abençoe a todos que fazem a Universidade e sua abrangência na nossa Mossoró.
Obrigada.
Dulcinéia Aguiar Cavalcante e Silva – Poetisa, Escritora, Poetisa e Imortal da Academia Feminina de Artes e Letras Mossoroense – AFLAM, ocupante da CADEIRA 18. Integra as confrarias: Café e Poesia e As Traças. Cronista Jornal De Fato e agente cultural da confraria Sem Eira nem Beira. Participa como coautora de várias coletâneas, além de autoria solo dos seguintes livros: Quatro Estações, Poltrona Azul, Bicicleta de Papel, … um chão para memórias soltas. Sua mais recente obra é Outanias. dulcinea.acs@gmail.com
