CUIDADO, SÃO DUAS REFORMAS!

O foco do noticiário e da própria população tem se voltado mais especificamente para a Reforma da Previdência, porém é preciso ter bastante cuidado e ficarmos mais atentos, pois corre de forma paralela e nada bem intencionada, a Reforma Trabalhista. De acordo com os críticos a peça em discussão praticamente aniquila a Consolidação das Leis do Trabalho, a nossa CLT. Eu disse, nada bem intencionada, pelo fato de não sentir em seus defensores qualquer segurança de que a mudança é necessária e fará bem ao trabalhador. Pelo contrário, até aqueles que votam, parecem constrangidos pelo erro que estão cometendo, mas, certamente defendem algum interesse em linha própria para não mudar de posição em relação ao voto. Então, cuidado, são duas reformas.

A VINGANÇA DOS EMPRESÁRIOS

Na coluna anterior nós perguntamos – E você, vem fazendo sua parte? – isso em relação a moralização da vida pública. Continuando a observar a cena, percebemos que, na mesma velocidade em que os empresários vão denunciando a classe política, com sustentação na deleção premiada, eles também surgem, os empresários, como ocupantes dos espaços em aberto, ou seja, enveredam pelo mundo da política. Observem a verdadeira enxurrada de empresários candidatos a vereador, prefeito, deputados, governadores e, não vai demorar, lá vem a eleição presidencial. Seria uma vingança pelo tempo que bancaram eleições e não ficaram satisfeito em “apenas” levar vantagem como amigo do poder? Eles agora derrubam o político e vão direto a fonte de tudo. Se não quiser levar a sério, não tem problema, eu apenas pensei e escrevi. Tudo isso é, no mínimo, estranho.

O RECUO DO RELATOR

Ele diz que não, mas não tem outra explicação. O relator da Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia, com amparo do Palácio do Planalto, leia-se presidente Temer, vem se notabilizando por ser o homem do “recuo do recuo”. Primeiro excluiu os policiais do projeto original, depois voltou a inclui-los, mas, com a pressão feita lá mesmo, no Congresso, inclusive com tentativa de invasão, portas quebradass e confrontos com a segurança, eis que o Arthur, que sua palavra não tem nada de rei, votou atrás e não resistiu a investida dos policiais federais. Estes voltam a ter o mesmo privilégio dos professores e, por exemplo, podem se aposentar com idade mínima de 55 anos. O presidente Michel Temer, falando do assunto, disse que não considera um “recuo” e sim uma decisão do governo por “prestar obediência” às sugestões dos próprios congressistas. Conversa que não bota nem boi pra dormir.

CRISE ENTRE PODERES, ISSO É RUIM

As primeiras damas, nas diferentes esferas do poder público no Rio Grande do Note, vão detonando as relações dos seus esposos gestores. E não estamos falando aqui de nenhuma pulada de cerca. Na verdade elas resolveram entrar no debate político. Foi assim com a, na época, primeira-dama de Mossoró, Amélia Ciarlini, que criticou o governador Robinson Fárias, em relação a gestão do esposo prefeito Silveira Júnior. Agora vem a primeira-dama do estado, Juliane Faria, esposa do governador Robinson Faria, segundo o noticiário, criticando a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini. Lembrando que Juliane já havia feito o mesmo com o ex-prefeito Francisco José da Silveira Júnior, também de Mossoró. Parece que a questão da impopularidade do governador Robinson, em Mossoró, vem sendo tratada da maneira equivocada, com embates e trocas de acusações. Seria melhor ele responder com trabalho, por exemplo, garantindo a segurança, entre outros benefícios, que prometeu durante a campanha. No mais, essa situação é ruim, pois termina interferindo nas ações que poderiam beneficiar a cidade. A divergência política pode até existir, porém no período da eleição, e nunca nos atos do administrador.

MAIS UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CMM

Primeiro, antecipo considerar importante a existência das audiências públicas, é a oportunidade de melhor analisar determinada situação. Agora, transformar esse instrumento de luta em palanque para ser foco dos refletores da mídia, sem nenhum avanço aparente sobre o que é discutido ou, deliberado, não podemos concordar. Assim, na segunda situação, vejo muitas das audiências que são agendadas pela Câmara Municipal de Mossoró. Lembro que a questão da Porcellanati, alvo de mais uma audiência, já foi bastante discutida na casa do povo e, até o momento, enquanto conversam, seus proprietários desmontam a estrutura de máquinas que poderiam ser utilizadas para indenizar os trabalhadores. Até em dia de domingo, já disse um ex-funcionário lá mesmo na Tribuna Popular da CMM, equipamentos foram retirados. Então, o que pode ser feito agora, é pouca conversa e mais ação. Como disse o próprio vereador Alex Moacir (PMDB) autor do pedido de nova audiência pública realizada na quinta-feira, 20, foram mais de 250 trabalhadores demitidos. Essa turma, reforço, continua esperando por uma solução em torno de suas indenizações, e não querem perder mais tempo falando nos motivos, afinal, todos já sabem: a fábrica fechou, apesar de todos os benefícios que recebeu da Prefeitura Municipal de Mossoró. Isso é fato, no mais, só falácia.

MENSAGEM

“POVOS LIVRES, LEMBRAI-VOS DESTA MÁXIMA. A LIBERDADE PODE SER CONQUISTADA, MAS NUNCA RECUPERADA.” – Jean-Jacques Rousseau.

SAÚDE NA CORRENTE E NO CADEADO

No discurso, assim como acontece com educação e segurança, o tema saúde aparece sempre como prioridade, porém, a realidade é bem diferente. Enquanto artistas de Mossoró fazem show para salvar, como é mais conhecido, o Hospital do Câncer, a assistência básica fecha suas portas. Em Mossoró, no conjunto Vingt Rosado, a população que esperava conversar com os médicos encontrou mesmo foi a UBS fechada na base de corrente e cadeado. A situação pegou de surpresa até mesmo os funcionários que, evidentemente, ficaram na calçada. E sabe qual é o novo problema, entre tantos, é o fato da prefeitura haver atrasado o pagamento do aluguel do prédio. Sem encontrar outra solução, a proprietária foi ao extremo e, lacrou o local. A dívida, alega-se, já acumulam 16 meses de aluguel. E assim segue a saúde na terra que tem Santa Luzia como padroeira, descaso total, já que em outros pontos da cidade as portas até estão abertas, porém médicos e enfermeiros temem por suas seguranças, já que os assaltos são frequentes. Como dizem: a saúde em Mossoró encontra-se na UTI.

LDM EM BOAS MÃOS

A esperança é forte, sempre se renova, mesmo que existam aqueles que garantam que ela um dia morre, embora seja a última. Isso posto quero me referir a eleição na Liga Desportiva Mossoroense (LDM) que continua sendo a base mais sólida do futebol de Mossoró, mesmo depois da municipalização do Estádio Nogueirão. Aliás, ato que até agora, em nada mudou a realidade. Voltando ao pleito, afirmo que os filiados da Liga fizeram a melhor escolha, elegendo João Dehon como seu presidente. Mesmo com fortes ligações com o Baraúnas, clube do qual foi presidente, ele é uma pessoa de comportamento e atitudes abertas, em favor do coletivo. Assim ele pensa e assim ele conduz suas ações. Claro, sozinho não fará tudo aquilo que precisa o futebol de Mossoró, mas pelo menos, tem o dom de agregar.

SITUAÇÃO CÔMODA, LEGALMENTE PROTEGIDA

Em meio a tantas discussões de reforma política, um tema ainda não foi atacado e, já passou da hora. Diz respeito ao deputado que quer ser candidato a prefeito, por exemplo, e não perde o mandato, caso não tenha sucesso nas urnas municipais. Na mesma linha vem o senador, ou senadora, que pretende se lançar ao cargo de governo de Estado, mas tem um mandato, como é o caso atual, até 2022, e a eleição para governo é agora em 2018. Então, é por esse motivo que a senadora Fátima Bezerra, do PT, diz que não tem nada a perder se for candidata ao governo do Rio Grande do Norte no próximo ano. Ela vem ao RN, faz a campanha e, se for eleita, ótimo, ganha o mandato de governadora por quatro anos, caso contrário, volta para Brasília e, como dizia o então senador Agenor Maria, reassume seu estágio para chegar ao céu, no senado federal. O correto seria, aquele que pretende ser prefeito e já é deputado, ou governador e já é senador, perder o mandato e fazer uma campanha de risco, e não viver uma situação cômoda, deitada em berço esplendido. Assim é fácil dizer, não tenho nada a perder.

ARTISTAS DE MOSSORÓ, O EXEMPLO

Dia 14 de maio, às 19h, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, acontecerá um grande espetáculo musical. Com a participação de vários artistas locais, celebrando a vida, a esperança e o amor, numa noite emocionante, onde a Solidariedade é a estrela principal. O Show CANTANDO A VIDA será uma noite especialmente festiva, tendo como objetivo principal arrecadar fundos para a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC). Em 16 anos, a Liga Mossoroense atendeu mais de 45.000 pacientes, salvando a vida de milhares de pessoas que não podem pagar e que precisam dessa ajuda para continuar o seu trabalho. Alzinete Di Oliveira, Dayanne Nunes, Nida Lira, Kelly Lira, Diego Nunes, Alan Jones, Gustavo Almeida, Jow, Anderson Lima e mais algumas surpresas musicais, cantarão grandes sucessos da nossa música, com interpretações marcantes e únicas. Participe!

MOSSORÓ PERGUNTA DE QUEM É A CULPA

Alguns seguimentos da cidade de Mossoró, principalmente, pessoas do povo, sem ligações com qualquer instituição, apenas pensando em sua segurança, resolveram reagir contra a morosidade da justiça em relação a prisão de alguns policiais. Dez meses se passaram quando seis policiais militares foram presos na cidade acusados de fazerem parte de um grupo de extermínio, estariam eles, segundo o noticiário da época, matando marginais. Alegando não ser esse o papel do estado, legalmente realmente não é, eles foram presos. Só que, o tempo passou e, bandidos continuam sendo assassinados em Mossoró. Então fica a pergunta: De quem é a culpa, dos policiais presos? O movimento também quer saber quais as provas que incriminam esse grupo e, por qual motivo a violência só cresce em Mossoró depois que eles foram retirados de suas funções e seus colegas ficaram com medo de sair para trabalhar? Tanto é verdade que cresce o número de policiais com pedido para deixar a corporação. Mossoró quer respostas e, urgente.

 

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