As instituições “estão funcionando”

O Brasil vive um momento muito delicado de seu regime democrático. O caos institucional iniciado em 2016 foi agudizado a partir do primeiro dia do governo Bolsonaro. A situação é das mais preocupantes. Vivemos numa ditadura. Não reconhece os que dela participam e os que não participam de nada da vida política do país.

Tem gente sendo torturada? Sim. Tem pessoas sendo presas sem terem cometido crime? Muita. Tem corrupção sendo encoberta? Também. Há aparelhamento das instituições? Demais. Há alinhamento das forças armadas com o governo autoritário? Difícil é saber se há alguém do Exército, Marinha ou Aeronáutica que não seja participe dessa máquina de moer direitos e que uma massa induzida por ódio levou ao poder.

Sempre que Bolsonaro deixa escapulir publicamente suas intenções golpistas, autoridades com poder de enquadrá-lo dizem com insossas notas de repúdio e declarações de que se tratam apenas de rompantes. A cereja do bolo: as instituições estão funcionando. E elas estão. Mas quem determina o ritmo, as ações e as intenções é Bolsonaro, como todo repudiável ditador. Vejamos:

A Procuradoria Geral da República (PGR) age intimidando inimigos de Bolsonaro e arquivando os pedidos de inquérito contra o genocida. A Polícia Federal (PF) na maioria das vezes, só atua contra adversários do presidente. Só incomoda aliados do genocida quando é para criar cortina de fumaça ou para jogá-los aos leões na tentativa de livrar o chefão da quadrilha.

No Congresso, a maioria dos paramentares que apoia o governo foi comprada, a preço de trator superfaturado, com verba desviada por Bolsonaro.

As Forças Armadas estão sob o controle do presidente. Os fardados não podem invocar legalidade e correção, porque estão lambuzadas por denúncias de compras superfaturadas. Estão afastados do campo da moralidade porque tem milhares de seus membros aboletados no governo com benesses imorais e vantagens impublicáveis. E não tem altivez porque rastejam pisoteadas por um capitão cujo poder emana das milícias.

Ao resto do Congresso, cabe imprimir mais ares de seriedade à CPI do Senado, a quem cabe cumprir com suas prerrogativas, inclusive punindo quem nela mentir. De farda ou vestido de cetim.

Quem tem agido com uma certa independência é o Supremo Tribunal Federal (STF). Não é à toa que a milícia bolsonarista – digital e física – tem agido constantemente contra a Corte. Querem não só deslegitimar os ministros, mas colocar a sociedade contra o STF. Coisa de mafiosos.

Ao aceitar o achaque de Bolsonaro e não punir o general Pazuello, o Exército deu clara demonstração de que está com o genocida para o que der e vier. Por vontade ou medo.

PAI DA CRIANÇA

A revista Veja está chamando o governador de São Paulo, João Dória (PSDB) de “pai da Coronavac”. Isso é um verdadeiro pesadelo para Bolsonaro. A Coronavac, como sabemos, tem sido a principal vacina utilizada no Brasil no combate à covid.

MAIS COVID 

Em alguns bairros periféricos de Mossoró, os casos de covid tem se concentrado em frequentadores de determinadas igrejas. Entre essas pessoas, tem chamado a atenção que muitas são contra a vacina e não querem utilizar máscaras.

MAIS COVID II

Outro aspecto chama a atenção entre membros desse grupo: não se isolam e sempre pedem sigilo aos que sabem que eles estão doentes.

MAIS COVID III

Ouvi hoje um áudio de uma pessoa conhecida, que está com covid, chamando desesperadamente por um parente para acudi-lo e dizendo que iria morrer. Angustiante. Desesperador. E ainda há quem ache que todos devem pegar essa doença traiçoeira.

Notícias semelhantes
Comentários
Loading...
Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support