A POLÍTICA BRASILEIRA

A constituição de 1988, e a Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997 – Código Eleitoral, tem em suas páginas a asseveração do formato da condução política no Brasil. Sabe que o sufrágio é o elo formador das administrações tanto da união, como dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Tendo os entes federativos, os quais são poderes independes, e que se completam dentro de um sistema de garantias legais e cumprimento das leis e da Constituição, a correta aplicação da legislação eleitoral vigente.

De modo geral, as garantias dentro da Constituição são humanistas e democratas. Humanista, pois busca o bem-comum, e democrática, pois tem a sua visão de uma sociedade plural e participativa. No entanto, ao longo das décadas, a política, ora regida pela Constituição e leis eleitorais, foram substituídas pela troca de favores e favorecimento entre o julgador e o julgado. O que criou um transtorno entre o que é certo e o que é errado. O que é legal e o que é ilegal. E desta forma, o circo dos horrores se instalou na república. Concebendo a figura do miserável e do ser à margem da sociedade. Do qual nasceu diversos movimentos em busca de paridade sociedade.

Por outro lado, estes movimentos que combatiam o que era contrário aos bons costumes, a moralidade, exibiam a política desviada do seu preâmbulo, que era servir. E este desvio nunca teve uma punição adequada e verdadeira, e assim logo gerou a sensação de impunibilidade, e com ela, os escândalos se multiplicaram. E indivíduos, ora probo em suas funções, foram seduzidos pelo canto da sereia, pelas facilidades e pelos favores do grupo há quem serve. E da ideia de se tirar vantagem em tudo, nasceu o poder paralelo que domina as ruas, os bairros e as cidades. E este vantagismo criou as fraudes, as falcatruas, as manobras escusas de administração, o que conduziu o povo à maior miséria e a fome jamais registrada em nossa história.

Por outra lado, temos uma casta escondida por uma cortina de fumaça, quase imperadores, legislando sem serem eleitos, que tem seus próprios vassalos, pagos pelo erário público, e regados a grandes baquetes. Enquanto o povo vem sofrendo todos os tipos de humilhação, fome e descaso.

No sistema político, temos um Congresso carregado de processos e refém de outro poder, ou seja, atados pelos pés e mãos, além de sua boca amordaçada pelo medo. O Congresso, que deveria ter uma postura de transparência, é cheio de ambiguidades, desafetos, falta de educação e de postura democrática, o que vem apenas nos mostrar o quanto ainda estamos despreparados para elegemos corretamente os melhores entre o povo.

Enquanto povo sofre as misérias, eles continuam trocando farpas, buscando seu próprio interesse e dando show de como se faz um vergonhoso espetáculo de horrores. E o que mais encontramos nestas casas, é a verdadeira falta de postura, equilíbrio e capacidade de emitir uma opinião madura e imparcial em defesa do povo.

E diante deste quadro, ainda temos alguns, bem ou mal intencionais, Deus o sabe! Sentados como julgadores, e que tomam decisões que nos envergonham e nos humilham como cidadão.

Quando a casta é acusada, os defensores de último momento surgem, com antigas frases de efeito. E assim, eles se anunciam como inocentes, onde o acusado é inocente o acusador culpado. E desta forma os mais altos poderes da república, jogam, de forma suja e cruel com a dignidade e os direitos humanos de nossa nação.

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