Empréstimo é questionado na Justiça
Vereadores oposicionistas acreditam que pela falta de informações do projeto, é possível que haja desvio de finalidade na aplicação dos recursos
Os vereadores da oposição em Mossoró protocolam agora à tarde, na Justiça, ação judicial questionando a forma como o projeto que autoriza a prefeitura local a contratar empréstimo de até 150 milhões foi aprovados pelos parlamentares que compõem a bancada situacionista no Legislativo.
“Não somos contra o empréstimo, mas à forma como ele foi aprovado e, principalmente, contra a omissão de informações sobre como os recursos serão aplicados”,revelou o vereador Genilson Alves, durante entrevista coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira.
Genilson Alves também declarou ao jornalista Magnos Alves, na 98 FM, que se a verba do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) for utilizado como garantia, como quer a prefeita Rosalba Ciarlini, poderá causar atraso no pagamento dos salários dos servidores.
Outra questão que tem sido motivo de preocupação dos vereadores oposicionistas é que além de colocar o pagamento para um período de 8 anos, a prefeita Rosalba Ciarlini também quer uma carência de 2 anos para que o empréstimo comece a ser pago. Na prática, caso não consiga a reeleição, Rosalba vai fazer uma conta para a qual não terá nenhuma responsabilidade no futuro.
Ainda de acordo com os vereadores que questionam o projeto, da forma como ele está posto, é possível que haja desvio de finalidade no uso dos recursos do empréstimo. “A população não tem sido informada sobre detalhes dessa operação: como os recursos serão utilizados, qual será a taxa de juros, quando as parcelas começarão a ser pagas. É tudo muito nebuloso”, definiu
