Após fuga, visitas a presos do Complexo de Alcaçuz são suspensas
A Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte (Seap) informou nesta terça-feira (4) que abriu um procedimento para apurar a conduta de policiais penais após a suspensão das visitas sociais no Complexo Penitenciário de Alcaçuz, em Nísia Floresta.
De acordo com a secretaria, as visitas foram interrompidas por uma mobilização do Sindicato dos Policiais Penais do RN (Sindppen-RN), que teria orientado servidores a paralisar a atividade no complexo, que engloba a Penitenciária de Alcaçuz e a Rogério Coutinho Madruga.
O Sindppen-RN disse que a decisão é resultado de uma deliberação coletiva da categoria e lamentou a postura da Seap que não estaria, na avaliação do sindicato, “verdadeiramente preocupada com a segurança das unidades prisionais”.
A suspensão ocorre após a fuga de 11 presos da Penitenciária Rogério Coutinho Madruga, na última sexta-feira (31). Quatro detentos foram recapturados até esta terça-feira (4). A Seap informou que investiga as circunstâncias da fuga e se houve facilitação por parte de servidores.
Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (4), representantes da pasta afirmaram que o caso foi comunicado ao Poder Judiciário, já que a suspensão de visitas é uma decisão que cabe à Justiça.
A pasta também informou que reforçou a segurança da unidade com grupos operacionais da Polícia Penal e que as visitas prejudicadas serão reagendadas.
A secretária adjunta da Administração Penitenciária, Armeli Brennand, afirmou que a gestão foi surpreendida pela mobilização do sindicato e disse não identificar uma reivindicação formal da categoria que justificasse a suspensão das visitas.
“Não compreendemos exatamente o que está acontecendo, mas o que importa enquanto administração penitenciária é garantir os direitos fundamentais das pessoas privadas de liberdade, entre eles a visita social”, afirmou.
Segundo ela, o sistema prisional do Rio Grande do Norte possui cerca de 1,3 mil policiais penais em atividade, número que, na avaliação da secretaria, garante o funcionamento das unidades. Armeli também afirmou que não há relação entre a suspensão das visitas e a fuga de presos.
g1 RN
