Caso Zaira: sessão do júri é cancelada por saída da defesa do acusado
A decisão ocorreu após os advogados do réu abandonarem o plenário do Fórum Miguel Seabra Fagundes, alegando cerceamento de defesa.
O júri popular do sargento da Polícia Militar Pedro Inácio Araújo, acusado de estuprar e matar a universitária Zaira Cruz, de 22 anos, foi cancelado nesta terça-feira (3) em Natal. A decisão ocorreu após os advogados do réu abandonarem o plenário do Fórum Miguel Seabra Fagundes, alegando cerceamento de defesa.
O júri havia começado na segunda-feira (2) e acontecia a portas fechadas. O caso é conhecido como “Caso Zaira”. A vítima foi encontrada morta em 2 de março de 2019, durante o sábado de carnaval, em Caicó. Pedro Inácio é o único acusado pelo crime.
Segundo o TJRN, os advogados do sargento deixaram a sessão após terem perguntas indeferidas pelo presidente do júri. Eles alegaram que as questões eram essenciais para a estratégia da defesa. O Ministério Público argumentou que as perguntas poderiam ferir a dignidade da vítima, o que foi aceito pelo magistrado.
Após o cancelamento da sessão, o Ministério Público solicitou que sejam levantados os custos para realização do julgamento, com vistas a pedir eventual ressarcimento pela defesa do réu. O caso permanece em segredo de justiça.
O julgamento estava previsto para durar toda a semana, com depoimentos de até 22 testemunhas até a próxima sexta-feira (6).
