Perícia

Vazamento de gás foi a causa da explosão em Mãe Luíza

Resultado da investigação foi divulgado em coletiva de imprensa na manhã de hoje em Natal

A explosão que ocorreu no dia 7 deste mês no bairro de Mãe Luíza, em Natal-RN, que ocasionou a morte de quatro mulheres, foi provocada por um vazamento de gás. A constatação foi divulgada na manhã de hoje, 17, pelo Instituto Técnico Científico de Polícia (ITEP-RN) durante uma coletiva de imprensa. Na ocasião foram destacados os detalhes como se deu a tragédia.

De acordo com os peritos que trabalham na investigação, todo o trabalho partiu da informação de vizinhos que relataram ter sentido cheiro forte de gás de cozinha momentos antes do ocorrido. O trabalho também contou com a ajuda do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) que fez uma varredura no local para tentar encontrar indícios de explosivos. De acordo com o perito criminal Amaury Malta, essa possibilidade foi descartada. “O BOPE fez a análise no local e descartou a presença de explosivos a base de nitrato. A explosão também tem características de uma explosão por gás e os indícios também corroboram com as informações passadas pelos vizinhos, que sentiram forte cheiro de gás antes da explosão”, destacou.

A perícia técnica constatou também que a explosão se deu na parte térrea da morada da senhora Maria das Graças Ildefonso, de 57 anos, que ficava no meio das residências das três outras vítimas fatais. “Ela era a única das vítimas que apresentou queimaduras, alguns objetos da casa também apresentarem traços condizentes com fogo e o impacto na casa das duas pessoas que sobreviveram também confirmam que a explosão ocorreu na casa de Maria das Graças”, afirmou o perito.

A equipe do Itep recolheu diversos objetos do local da tragédia e segue investigando com o objetivo de confirmar o que provocou a explosão. “Essa tragédia serve de alerta para que as pessoas tomem cuidado onde colocam os botijões de gás. Segundo os peritos, os botijões devem ser colocados em locais com ventilação, pois se ficarem em locais fechados, como foi o que aconteceu nesse caso, um vazamento de gás vira um potencial explosivo”, explicou o perito Marcos Brandão, diretor do Itep/RN.

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