Entre janeiro de 2020 e maio de 2025, quase 12 mil crianças foram registradas apenas com o nome da mãe no Rio Grande do Norte. Os dados, do Portal da Transparência do Registro Civil, mostram que 11.999 registros foram feitos sem a identificação do pai no documento — o que representa cerca de 5,6% dos 210.975 nascimentos ocorridos no estado nesse período.
Natal lidera em números absolutos: dos 59.208 nascimentos registrados, 3.609 foram feitos apenas com o nome da mãe. Já proporcionalmente, o destaque é para o município de Bodó, na região da Serra de Santana, onde um dos três nascimentos registrados entre 2020 e 2025 não teve o nome do pai, o que representa 33% do total local.
Por outro lado, seis municípios potiguares não registraram nenhum nascimento sem a identificação do pai: João Dias, Jundiá, Pedro Avelino, Riacho da Cruz, Triunfo Potiguar e Várzea tiveram todos os registros com o nome dos dois genitores.
Desde 2012, o reconhecimento de paternidade pode ser feito gratuitamente em qualquer Cartório de Registro Civil do país, graças ao Provimento nº 16 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O pedido pode partir da mãe, do pai ou do próprio filho, caso seja maior de idade, sem a necessidade de processo judicial.
