Números confirmam

Pazuello entrega ao sucessor a pior gestão da pandemia até agora

Com general, casos de Covid chegaram à casa dos milhões e, somente durante sua passagem pelo ministério, quase 250 mil pessoas morreram

O general do Exército Brasileiro Eduardo Pazuello deixou ontem, 15/03, o comando do Ministério da Saúde, pressionado pelo descontrole da pandemia e a pressão do presidente Bolsonaro (sem partido) para seguir adotando medidas sem eficácia para combater o problema.

Eduardo Pazuello foi o segundo ministro da Saúde com mais tempo no cargo, perdendo apenas para Luiz Henrique Mandetta. O general passou 274 dias como ministro, enquanto Mandetta esteve no comando da pasta por 1 ano, 3 meses e 13 dias.

Ao contrário de Mandetta, porém, Pazuello foi quem mais esteve à frente do ministério durante a pandemia. Mandetta assumiu em 1 de janeiro de 2019 e ficou no cargo até 16 de abril de 2020. A pandemia eclodiu no Brasil em 26 de fevereiro do ano passado. Até a saída, Mandetta esteve no comando das ações de enfrentamento ao novo coronavírus por 50 dias.

Por outro lado, Pazuello esteve 274 dias como ministro da Saúde e durante todo esse período, na execução das ações de controle da pandemia.

Adotando medidas ao gosto do presidente, com ações tão controversas quanto ineficazes, Pazuello viu a pandemia sair do controle. Sob sua gestão, as estatísticas da Covid chegaram a números estratosféricos. É o que aponta levantamento feito pelo Portal do RN.

Com o general, os casos da doença chegaram à casa dos milhões. Quando Pazuello assumiu o ministério, em 16 de maio de 2020, o Brasil tinha 233.142 casos de Covid. Até aquela data, 15.633 mortes pessoas tinham morrido por causa da doença. Ao deixar a pasta, Pazuello entrega ao sucessor, seu sucessor, cardiologista Marcelo Queiroga, a pior gestão da pandemia até agora, conforme mostram os números. Até ontem, o país tinha mais de 11,5 milhões de casos de Covid e quase 280 mil mortes.

No Brasil, apesar do início da vacinação, casos confirmados de Covid e mortes pela doença aumentam todos os dias, ao contrário do que ocorre na imensa maioria dos demais países do mundo, onde a campanha de imunização fez cair internações e óbitos por causa do novo coronavírus. Vacinação a conta-gotas e boicote às demais medidas de prevenção podem explicar o fracasso do Brasil no controle da pandemia até esse momento.

A média diária de novos casos e de mortes atingiu seus maiores percentuais com Pazuello.  Coincidentemente, o agora ex-ministro fez uma gestão colocando em práticas as medidas e discursos do presidente, como boicote às máscaras e à vacina, e rejeição ao isolamento social rígido.

Veja abaixo os números da pandemia durante a gestão dos 4 ministros da Saúde que o Brasil já teve até agora:

 

Luiz Henrique Mandetta – 1/1/2019 – 16/04/2020 (50 dias de gestão da crise sanitária)

26 de fevereiro -primeiro caso confirmado de Covid no Brasil

17/3 – primeira morte por Covid

16/04 –30.891 casos  e 853 mortes

Média diária de casos: 617.8 – média diária de mortes: 17.6

 

Neilson Teich 17/04 a 15/05 (28 dias de gestão)

17/04 – 34.221 casos e 2.171 óbitos

15/05 – 204.795 casos e 14.058 mortes:

Novos casos: 170.574 – média/dia: 6.091 casos

Novas mortes:  11.887 – média dia: 424

 

Eduardo Pazuello – 16/05/2020 a 15/03/2021 (274 dias de gestão)

16/05/2020 –  233.142 casos e 15.633 mortes

15/03/2021 – 11.525.477 casos e 279.602 mortes

Novos casos surgidos na gestão Pazuello: 11.292.335 – média diária de novos casos: 41.212

Novas mortes ocorridas durante a gestão Pazuello: 248.336 – média diária de mortes: 906.33

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