Orientação

Hospital alerta escolas do RN sobre o perigo de atividades de campo

Ofício foi divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Hospital Giselda Trigueiro

O Brasil enfrenta um grave desabastecimento de soros antivenenos e antirrábicos, fato este amplamente divulgado pela imprensa local e nacional e oficializado pelo Ministério da Saúde.

Isso se deve à diminuição da produção dos suprarrelatados componentes farmaceuticos pelos três laboratórios responsáveis, por não terem se adaptado em tempo hábil às “Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos”, que são normas editadas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A raiva é uma doença viral com letalidade muito próxima a 100%. É transmitida por mamíferos (exceto os roedores) onde se incluem morcegos, saguis, raposas, equinos, bovinos, suínos, cães, gatos e outros tantos.

Após o ser humano ser exposto ao vírus, por mordedura, arranhadura ou lambedura de qualquer animal infectado não há outra maneira eficaz de se evitar o óbito que não seja a aplicação de soro e vacina para impedir a instalação da doença.

Da mesma forma, a aplicação de soro antiveneno é a única modalidade terapêutica contra as agressões de animais peçonhentos. No Rio Grande do Norte, os principais agressores são: Bothrops sp. (jararacas), Crotalus sp. (cascavéis), Micrurus sp. (cobras corais), Tityus sp. (escorpiões),
Phoneutria sp. (aranhas armadeiras), Loxosceles sp. (aranhas-marrons) e Latrodectus sp. (viúvas-negras).

A direção do Hospital Giselda Trigueiro divulgou um ofício pedindo à Secretaria de Saúde do RN para alertar as escolas sobre o perigo de atividades de campo. “Preocupa-nos o fato de recebermos frequentes questionamentos de pais relatando que a escola de seus filhos está organizando visitas ecológicas, piqueniques, passeios ou quaisquer outras modalidades pedagógicas em matas ou parques, incluindo os urbano”.

No ofício, a direção do hospital afirma que o estoque de soros contra a cobra jararaca, ofídio peçonhento que mais provoca acidentes na região, está zerado, assim como o antirrábico. De acordo com a unidade, não há previsão de reabastecimento pelo Ministério da Saúde, único órgão competente para adquirir os componentes em epígrafe.

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