Alba Virus

Grupo criminoso que mandava cocaína para Europa é alvo da PF

As investigações indicam que o grupo teria sido responsável pela remessa de mais de 6 toneladas da droga

Uma organização criminosa com atuação no tráfico internacional de drogas é alvo da Operação Alba Virus, deflagrada nesta terça-feira (27) Pela Polícia Federal (PF). O grupo criminoso utilizava o transporte marítimo para enviar principalmente cocaína para países da Europa. As investigações indicam que o grupo teria sido responsável pela remessa de mais de 6 toneladas da droga.

Segundo a PF, as investigações começaram após prisão em flagrante de um dos integrantes da organização, no dia 20 de fevereiro deste ano, no Guarujá, em São Paulo. Por meio dele, os policiais chegaram a outros membros, bem como a diversos bens e imóveis adquiridos com o dinheiro do tráfico. Foram identificados, ainda, diversos integrantes que atuam na aquisição e ocultação dos bens adquiridos com o proveito do crime.

Com a análise dos celulares apreendidos, os agentes encontraram diversos vídeos nos quais os investigados aparecem ocultando grandes quantidades de cocaína em meio a cargas lícitas, em contêineres que embarcaram em navios com destino à Europa.

Desde as primeiras horas da manhã, os policiais federais estão cumprindo 42 mandados de busca e apreensão e 18 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. A Justiça decretou também o sequestro de mais R$ 23 milhões em imóveis. Os mandados estão sendo cumpridos nos em endereços nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e da Bahia.

De acordo com a PF, o nome da operação, Alba Virus, em latim, que significa vírus ou veneno branco, faz referência à cocaína, substância entorpecente objeto do tráfico internacional praticado pela organização criminosa.

Os investigados vão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de entorpecente e associação para o tráfico, sem prejuízo de eventuais outras implicações penais que possam surgir com o descortinar das investigações.

Agência Brasil

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