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Governo Federal permite que empresas privadas furem fila da vacina

Permissão para que iniciativa privada adquira 33 milhões de doses do imunizante é criticada por conta da escassez do produto

O Governo Federal deu aval para que empresas privadas possam comprar vacinas da fabricante AstraZeneca. Embora o governo tenha estabelecido algumas condições para que a compra possa ocorrer, a medida vem sendo vista como uma espécie de “fura fila”.

Como a quantidade de vacinas que vem sendo produzida ainda está muito abaixo da necessidade, sobretudo no Brasil, permitir que empresas privadas compra o imunizante equivale é dar aval para que o produto chegue amais rápido a que tem melhores condições financeiras.

O governo estabeleceu duas condições principais para que as empresas comprem a vacina: que metade das 33 milhões de doses sejam doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que as doses que ficarão com a iniciativa privada não sejam vendidas, mas apenas utilizadas para imunizar os funcionários dessas empresas.

Mesmo que as empresas doem uma parte ao SUS será quase impossível evitar que elas vendam o imunizante. O governo não conseguiu, por exemplo, evitar que houvesse furos na fila de vacinação no sistema público, e dificilmente terá como impedir a venda na iniciativa privada.

Para o deputado federal Marcelo Freixo, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), nesse momento em que há escassez da vacina, todas as doses que estiverem disponíveis deveriam ser compradas pelo governo brasileiro.

Importante ressaltar que enquanto o governo autoriza que empresas privadas comprem de uma só vez 33 milhões de doses, até agora, o governo federal não adquiriu nem 20 milhões de doses do imunizante e as primeiras 2 milhões de doses somente foram possíveis porque o Instituto Butatan fez reserva ao Laboratório Sinovac ainda em 2020.

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