FALTOU RESPEITO A LEI E AOS MESÁRIOS
Quem tem obrigação de respeitar as leis nesse país? Pelas atitudes das chamadas autoridades, vai passando a impressão que o quadro segue rumo à anarquia. Isso no sentido do senso comum, popular da palavra, que significa, ninguém terá obrigação de respeitar. Infelizmente é assim que podemos interpretar a atitude do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ao se recusar em cumprir a regra do jogo que, no dia da eleição, não permite conduzir o aparelho celular ao local de votação. O ministro do STF descumpriu a lei e faltou com respeito aos mesários obrigados no mesmo momento exigir que o cidadão do mundo real, cumpra com a determinação.
Aliás, como tem segundo turno, fica a sugestão que todos levem o celular ao local de votação e quando pedirem para deixar de fora do local de votação, respondam que estão cumprindo a lei do “supremo” Gilmar Mendes. Aqui, é claro, uma brincadeira embora séria, pois nós, pobres mortais, estaremos sempre na mira das regras do jogo. Hoje, no Brasil, “pau que bate em Chico, não bate mais em Francisco”, quando estão em cena determinados segmentos. No tópico “Dica Legal”, falaremos sobre o dispositivo da proibição. A luta, o foco e comportamento de todos nós deve ter como base de sustentação o seu aspecto legal, porém tudo isso fica em risco quando observamos aquela autoridade que deveria zelar pelo legal, descumprir o que manda a lei. Enfim, reafirmo, faltou respeito à lei e aos mesários.
DENUNCIAR IRREGULARIDADES NAS ELEIÇÕES
Para as Eleições 2026 o Tribunal Superior Eleitoral preparou o Manual do Eleitor. Com ele, entre outras informações, é possível saber como denunciar irregularidades nas eleições. É importante ficar atento do aplicativo Pardal à auditoria das urnas, conhecendo os mecanismos para acompanhar e comunicar possíveis irregularidades. A fiscalização das eleições, diz o Manual, não é responsabilidade exclusiva da Justiça Eleitoral. Os eleitores(as) também podem contribuir para a transparência do processo eleitoral comunicando possíveis infrações e acompanhando diferentes etapas da disputa.
De acordo com o Manual do Eleitor, uma das principais ferramentas disponíveis é o Pardal, aplicativo do TSE destinado ao recebimento de denúncias sobre compra de votos, uso indevido da máquina pública, crimes eleitorais e propaganda irregular. O aplicativo está disponível nas lojas virtuais Google Play e App Store e prevê a proteção dos dados de quem faz a denúncia. A legislação eleitoral permite que qualquer pessoa comunique às autoridades competentes fatos que possam comprometer a liberdade do voto, a igualdade entre candidatos(as) ou o cumprimento das normas eleitorais. A denúncia pode ser encaminhada à autoridade policial, ao Ministério Público Eleitoral (MPE), à Corregedoria-Geral Eleitoral, à Corregedoria Regional Eleitoral ou ao juízo eleitoral. Todos juntos na fiscalização, tem muita coisa para ser observada e, se for o caso, denunciar.
STF E AS TENTATIVAS DE INVASÃO, TEVE ATÉ “IMPERADOR”
A exposição negativa do Supremo Tribunal Federal (STF), registre-se, promovida pelos próprios ministros da Corte, vai ficando perigosa. Além dos comentários de protesto via redes sociais (internet) feitos aberta e diretamente contra a instância final do Judiciário brasileiro, a população, junto com a falta de respeito, vai perdendo também o medo de encarar os ministros de forma mais direta. Infelizmente isso acontece com tentativa de invasão do prédio do Supremo que vai se tornando quase uma rotina. Somente no mês de outubro, até o fechamento da coluna Repercutindo, foram duas tentativas que esbarraram no serviço de segurança. Para a felicidade dos nobres integrantes da Corte, ali tem algo que funciona dentro do propósito para o qual foi criado.
Como já foi dito, o episódio da semana passada não foi o único do mês em curso. O incidente aconteceu poucos dias após outra ocorrência de segurança no local, quando um homem de 28 anos tentou pular as grades do STF e arremessou uma mochila em uma parada de ônibus na quinta-feira anterior, dia 1º de outubro. No último incidente um homem foi contido e retirado da marquise do STF em Brasília, na quinta-feira, 8 de outubro de 2026, após se identificar como “imperador das Forças Armadas do Brasil” e proferir frases desconexas. O homem chegou ao prédio e tentava acessar tranquilamente os departamentos do tribunal, mas funcionários perceberam e Agentes da Polícia Judicial o interceptaram e o conduziram para fora do perímetro do tribunal. O caso é sério, perigoso e os ministros precisam repensar urgentemente na tal liturgia do cargo e modificar a postura.
CONCURSO PÚBLICO NA CMM
As inscrições do concurso público para o quadro de servidores efetivos da Câmara Municipal de Mossoró, na zona Oeste do Rio Grande do Norte, já podem ser feitas. Após a conclusão desse processo as provas do certame estão previstas para acontecer no mês de dezembro, ainda em 2026. No turno da manhã as provas objetivas serão aplicadas para os cargos de nível médio e no período da tarde para nível superior. O concurso vem sendo organizado pelo Núcleo Permanente de Concurso (Comperve) da Universidade Federal do RN (UFRN). Serão ofertadas 24 vagas para provimento imediato aos cargos, além de 33 vagas para cadastro de reserva.
Os interessados em ingressar no serviço público terão várias opções. As oportunidades de nível médio são destinadas aos cargos de agente administrativo e técnico de informática. Para o nível superior, estão contempladas as áreas de comunicação, análise legislativa, orçamento, gestão documental, revisão de texto e tecnologia da informação. Pessoalmente fico feliz quando vejo este leque e, entre eles, as funções do setor de informática, comunicação e direito. Como ex-servidor da Casa Legislativa, foi proposta nossa a criação dos cargos de Técnico de Informática, Advogado para atuar na sala das comissões e Diretor de Comunicação. Os dois primeiros quando fiz parte da comissão do último concurso e o último, setor de imprensa, no período em que era presidente da CMM, o ex-vereador Janúncio Soares. Preparei o projeto e ele apresentou aos seus pares.
PADRE AGINDO DE MÁ FÉ
Na linha do vale tudo para o político de estimação não perder o poder, até o padre passou a agir de má fé, usando o espaço da igreja durante uma missa para atingir um candidato e beneficiar outro no processo eleitoral. Um vídeo que circula na internet mostra o padre Francisco Luciano, no município de Serra Caiada, na região Agreste do Rio Grande do Norte, durante uma missa espalhando fake news, a famosa notícia falsa, inverídica, ou seja, mentirosa, sobre a padroeira do Brasil. Tudo isso, durante uma missa na Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, quando deveria levar aos presentes a palavra de Deus. A informação com detalhes e, inclusive o vídeo, pode ser vista no Blog do Gustavo Negreiros.
A fake news espalhada pelo padre tinha como alvo o candidato Flávio Bolsonaro a respeito da padroeira do Brasil, diga-se de passagem, fato já comprovado ser mentira. No texto o blogueiro cobra um posicionamento da Arquidiocese a respeito dos padres que resolveram usar o altar como palanque político. E olha que, no papel, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já divulgou que a igreja católica não tem preferências e não teve se manifestar favoravelmente a qualquer candidato. Pelo visto o padre Francisco Luciano vem agindo de má fé ou simplesmente cometendo desobediência às orientações dos seus superiores. Bagunçou geral.
AGRESSÃO ESCONDE A FRUSTRAÇÃO
Em um bom debate fechando ou disputa aberta quando tem início uma série de agressões, anotem, os argumentos e as boas ideias deixaram de existir. Esse é o refúgio dos agressores. E, tudo isso, esconde outra verdade, a frustração, por exemplo, por conta de uma derrota que se desenha. Os agressores encontram na tentativa de intimidação a possibilidade final de tentar modificar um quadro que lhe pinta negativo, contrário às suas intenções. E isso vem em forma de boatos, propagando notícias inverídicas para tentar desacreditar o seu opositor.
Se o amigo leitor estiver observando algo parecido com o descrito no parágrafo acima nesse momento eleitoral no Brasil, não será mera coincidência. O processo é curto e se alguém se sente ameaçado, observe nos discursos e, como é mais comum nos dias de hoje, nas redes sociais, algumas ações bem orquestradas, partindo de um mesmo segmento. Pessoas que até pouco tempo pouco ou nada se manifestavam sobre a questão política, estão pisando firme no acelerador da replicagem de postagens prontas e bem direcionadas. Um comportamento claro que algo vai dando errado para a turma que perdeu o argumento e partiu para agressão. Eu daqui, só observando, afinal, a agressão esconde a frustração.
MENSAGEM
“Se você não arrumar tempo para cuidar de sua saúde, um dia terá que arrumar tempo para cuidar da sua doença.”
Lair Ribeiro
FORMAÇÃO CONTINUADA DO ProLEEI
Em Mossoró-RN, a Rede Municipal de Ensino permanece com ações de formação continuada do Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI), com um encontro presencial dedicado à unidade temática “Oralidade, Leitura e Escrita como Linguagem”. A formação aconteceu, na Escola Municipal Maurício Fernandes (Leste Oeste), reunindo professores, supervisores e diretores que atuam na Educação Infantil. A ação é coordenada pela articuladora municipal do Renalfa, Priscilla Simara, e integra uma proposta de formação continuada que contempla 420 profissionais da Educação Infantil da Rede Municipal de Ensino, organizados em 12 turmas formativas. O trabalho é desenvolvido por 12 formadoras municipais, que participam periodicamente de momentos de estudo e formação junto a professores da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Após esse processo formativo, as profissionais atuam como multiplicadoras, levando os conhecimentos, estudos e experiências para os diferentes grupos de profissionais da Educação Infantil da rede municipal. A proposta busca fortalecer o trabalho pedagógico desenvolvido nas Unidades de Ensino de Educação Infantil, reconhecendo a importância de experiências intencionais com a oralidade, a leitura e a escrita desde a primeira infância, em uma perspectiva que compreende essas práticas como formas de linguagem, interação, expressão e construção de sentidos. De acordo com Priscilla, articuladora municipal da Renalfa, a “Oralidade, Leitura e Escrita como Linguagem” será mais uma oportunidade para que os profissionais da Educação Infantil ampliem seus conhecimentos e reflitam coletivamente sobre práticas que favoreçam o desenvolvimento das crianças e sua participação nas diferentes experiências de linguagem. (Com informações da Prefeitura de Mossoró).
UM BOM EXEMPLO A SER SEGUIDO
Com Jorge Jesus no comando técnico da seleção de Portugal, acabou a era de tratamento diferenciado com o jogador Cristiano Ronaldo, de 41 anos. Setores da imprensa portuguesa dizem inclusive que precisava e o cordão umbilical foi cortado. Depois de ficar chateado com o banco de reserva, o jogador abandonou a seleção antes da última partida da data Fifa e, por conta desta atitude, a Federação Portuguesa de Futebol resolveu abrir um processo disciplinar e, de forma preventiva, promoveu a suspensão do atleta. Eis um bom exemplo a ser seguido, seja em um clube ou, principalmente, na seleção.
O Brasil, por exemplo, precisa observar esse tipo de atitude para não ir à disputa de uma Copa do Mundo levando jogador contundido apenas para figurar no banco de reservas e satisfazer patrocinadores. É preciso pensar na seleção e não em um atleta, ele é parte do grupo de um esporte que é coletivo. Agora, só se faz isso com coragem, afinal ninguém chega à seleção ou a um grande clube por amor à camisa, tem sempre um bom salário bancando tudo isso. Se é pago para prestar o serviço, tem que seguir as normas, sem distinção. Jorge Jesus e a FPF deixam um bom exemplo a ser seguido.
ESCONDEU E NÃO MOSTROU NADA
Uma cena totalmente desnecessária me chamou a atenção no momento em que os jogadores e comissão técnica do Botafogo retornavam para o campo de jogo após o intervalo do primeiro para o segundo tempo, no clássico e derrota para o Vasco. O treinador Tite se juntava aos atletas quando um segurança fechou a porta, cortando as imagens ao vivo. E me veio o questionamento: O que de tão secreto eles conversavam naquele momento? Ora, se o time já mostrava um futebol de baixo nível técnico e tático apesar de todos os treinos antes do jogo, o que seria falado naquele momento para mudar a história e, para isso, era preciso impedir as imagens com a porta fechada? Sinceramente, nada.
Tanto é verdade que eles esconderam e não mostraram nada depois que abriram a porta, ao final de tudo o Botafogo saiu de campo derrotado. Aliás, é bom acabar com encontros secretos e botar o time para jogar. Lembro que, apenas quatro pontos separam a Estrela Solitária do primeiro clube na zona do rebaixamento. Se tem algo para mostrar com as portas abertas, que seja logo, do contrário o quadro pode se complicar na reta final do Brasileirão da Série A. Chegou o momento de pouca conversa, de preferência não secreta, e mais empenho nas “dentro das quatro linhas”.
DICA LEGAL – CELULAR PROIBIDO NA CABINE
A regra diz que o eleitor deve desligar o aparelho e deixá-lo em local indicado pela mesa receptora de votos antes de entrar na cabine. Celular, máquina fotográfica, filmadora e outros equipamentos que possam comprometer o sigilo do voto não podem ser levados para a cabine de votação. Antes de se dirigir à urna eletrônica, o eleitor(a) deve desligar o aparelho e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora da seção eleitoral. A regra busca garantir que a escolha seja secreta e impedir que o voto seja registrado, transmitido ou divulgado. A medida também ajuda a evitar práticas como a compra de votos, em que a pessoa é obrigada a apresentar uma espécie de prova da opção escolhida.
A mesa receptora ficará responsável pela guarda do celular e deve devolvê-lo após a votação. Quem se recusar a entregar o aparelho não será autorizado a votar naquele momento. A ocorrência será registrada em ata e, se necessário, a força policial pode ser acionada. Sobre o sigilo, a Constituição Federal estabelece que o voto é direto e secreto. A proibição do uso de celulares e outros dispositivos na cabine está prevista na Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e foi detalhada, para o pleito deste ano, pela Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Observação nossa, só para registrar, o ministro do STF, Gilmar Mendes, passou por cima de tudo isso. (Fonte das informações: tse.jus.br).
