O Rio Grande do Norte exportou US$ 77,1 milhões em setembro de 2025, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O valor representa uma queda de 3,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando o total foi de US$ 79,7 milhões.
As importações potiguares também recuaram, somando US$ 28,8 milhões — redução de 38,2% frente a setembro de 2024. Com isso, o estado registrou superávit comercial de US$ 48,3 milhões. O resultado coloca o RN na 19ª posição entre os estados exportadores do país, com 0,27% das vendas externas nacionais, e na 22ª posição em importações, com 0,1% do total.
O Canadá foi o principal destino das exportações potiguares no mês, respondendo por 31,4% (US$ 24,2 milhões), seguido pelos Países Baixos (30,8%, US$ 23,7 milhões) e pelo Reino Unido (15,6%, US$ 12 milhões). Já as vendas para os Estados Unidos recuaram 65%, totalizando US$ 1,3 milhão, dois meses após a imposição de tarifas adicionais pelo governo de Donald Trump sobre produtos brasileiros. As exportações para a Colômbia também diminuíram, com retração de 34%.
Entre os principais produtos embarcados em setembro, frutas e nozes frescas ou secas lideraram com 45% das exportações, seguidas pelo ouro não monetário (30,6%) e pelos óleos combustíveis derivados de petróleo (9,7%). Nas importações, destacaram-se trigo e centeio não moídos (13,4%) e caldeiras e equipamentos industriais (11,5%).
No acumulado de janeiro a setembro, o Rio Grande do Norte exportou US$ 729,6 milhões, queda de 4,7% em relação ao mesmo período de 2024. As importações somaram US$ 324,7 milhões, recuo de 18,4%, resultando em superávit de US$ 404,9 milhões. O Panamá foi o principal destino dos produtos potiguares no período, com 46,3% das vendas, seguido pelos Países Baixos (12,8%) e pelos Estados Unidos (10,5%), que registraram aumento de 85,8% nas compras do estado ao longo do ano.
