Crise sanitária

Confederação dos Municípios pede saída do ministro da Saúde

Para a entidade, atual gestão do ministério não reúne condições de comandar o processo de vacinação

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou nota em que demonstra preocupação com a interrupção da vacinação contra a Covid no país e pede a saída do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Na nota, a entidade manifesta “indignação” com a forma como o Ministério da Saúde vem conduzindo a crise sanitária, ao mesmo tempo em que solicita “ a troca de comando da pasta”. A CMN diz “não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir” a vacinação, além de citar a falta de diálogo do ministro Pazuello com os prefeitos. Veja a nota na íntegra:

NOTA SOBRE A INTERRUPÇÃO DA VACINAÇÃO NO BRASIL E A NECESSIDADE DE TROCA NO COMANDO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

O movimento municipalista, por meio da Confederação Nacional de Municípios (CNM), vem a público, em nome dos gestores locais que assistem e vivem desesperadamente a angústia e o sofrimento da população que corre aos postos de saúde na busca de vacinas contra a Covid-19, manifestar sua indignação com a condução da crise sanitária pelo Ministério da Saúde e solicitar a troca de comando da pasta. A entidade tem acolhido relatos de prefeitas e prefeitos de várias partes de país, indicando a suspensão da vacinação dos grupos prioritários a partir desta semana, em consequência da interrupção da reposição das doses e da falta de previsão de novas remessas pelo Ministério.

Foram várias as tentativas de diálogo com a atual gestão do Ministério, entre pedidos de agenda e de informação. A pasta tem reiteradamente ignorado os prefeitos do Brasil, com uma total inexistência de diálogo. Seu comando não acreditou na vacinação como saída para a crise e não realizou o planejamento necessário para a aquisição de vacinas. Todas as iniciativas adotadas até aqui foram realizadas apenas como reação à pressão política e social, sem qualquer cronograma de distribuição para Estados e Municípios. Com uma postura passiva, a atual gestão não atende à expectativa da Federação brasileira, a qual deveria ter liderado, frustrando assim a população do País.

Por considerar que a vacinação é o único caminho para superar a crise sanitária e possibilitar a retomada do desenvolvimento econômico e social e por não acreditar que a atual gestão reúna as condições para conduzir este processo, o movimento municipalista entende necessária, urgente e inevitável a troca de comando da pasta para o bem dos brasileiros.

Brasília, 16 de fevereiro de 2021.

Glademir Aroldi

Presidente da CNM

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