Justiça

CNJ determina e Henrique Baltazar é promovido a desembargador do TJRN

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte promoveu a desembargador nesta terça-feira (20) o juiz Henrique Baltazar, após determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em julho deste ano, o Pleno do TJRN havia rejeitado a promoção de Henrique Baltazar ao cargo de desembargador pelo critério de antiguidade, por 10 votos a 4. A vaga foi aberta após aposentadoria de Vivaldo Pinheiro.

Na época, o Tribunal promoveu o juiz Alceu José Cicco para a vaga, por ser o segundo magistrado na lista de antiguidade. A posse dele, no entanto, foi suspensa após recurso de Henrique Baltazar no CNJ.

A promoção foi confirmada em portaria assinada pelo presidente do TJRN, Ibanez Monteiro, e publicada nesta terça (20) no Diário da Justiça Eletrônico. A posse de Baltazar foi marcada para esta quinta-feira (22).

CNJ determina posse de Henrique Baltazar

A decisão ocorreu no plenário do CNJ, em Brasília, de forma unânime. A relatora, conselheira Jaceguara Dantas, foi a primeira a proferir o seu voto.

“Concluo mencionando que a promoção pelo critério de antiguidade constitui garantia objetiva da carreira da magistratura, destinada a proteger a independência do julgador contra ingerências subjetivas ou avaliações conjunturais”, defendeu.

Baltazar era o número um na lista de antiguidade, primeiro critério utilizado para a promoção de carreira. O CNJ anulou a sessão administrativa do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte realizada em julho, na qual a promoção de Henrique foi rejeitada pela maioria dos membros da corte.

O presidente do CNJ, o Ministro Luiz Edson Fachin, anunciou o resultado, reforçando o critério de antiguidade como método da promoção.

“Julgo improcedente o pedido de desconstituição do inciso primeiro do artigo 6º da resolução 19/2025 do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, preservando sua plena eficácia e aplicabilidade às promoções pelo critério de antiguidade”, pontuou.

Defesa questionou rejeição do nome

A defesa questionou a rejeição do nome de Henrique Baltazar pelo Pleno do TJRN na época da votação. Para o advogado de defesa de Baltazar, Hallrison Dantas, havia um grupo que não desejava o acesso do juiz ao TJRN.

“E esse grupo, no meu no nosso humilde entendimento de defesa, à margem de uma legalidade, agiu de forma a criar factoides jurídicos, todos eles trazidos ao conhecimento do CNJ e, observe-se, todos eles ou anulados ou tornados improcedentes pelo CNJ”, disse.

O juiz Alceu José Cicco, o segundo na lista de antiguidade, foi indicado pelo TJRN, mas não assumiu. O magistrado chegou a declarar formalmente que não tinha interesse no processo, segundo a defesa de Henrique Baltazar.

“Nós agimos na forma como tínhamos que agir porque buscávamos a legalidade e a normatividade, que entendíamos que naquele momento o tribunal não estava praticando. Hoje, esclarecidos todos os fatos, hoje falou a autoridade normativa mais alta do país e acredito que nós não teremos mais percalços a partir a partir daqui”, concluiu o advogado Hallrison Dantas.

g1 RN

Notícias semelhantes
Comentários
Loading...
Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support