ARRE!

Bom dia a todos!

Eu não entendo porque, atualmente, tudo tem que ser polarizado, até mesmo quando o tema em pauta é saúde pública, sobrevivência, algo desejado por todos, independentemente da posição político partidária e/ou ideológica de cada um.

Que coisa chata!
A turma do “…quanto pior, melhor!”! Esquecendo que se a lona do circo pegar fogo, o risco de queimaduras é para todos, e não só para quem está no picadeiro.
Só se vê agressão verbal, discursos agressivos e provocativos… uns chamando os outros de idiotas e vice versa…gente vamos dar uma trégua!
O ônus do nosso problema é grande e é de todos! Não de A ou B, mas de TODOS!
A discórdia em nada contribui para a resolução dos problemas que estamos enfrentando.
Por aqui, a partir de qualquer comentário que se faça surge um campo de guerra verbal! Arre!!!
Acho tudo isso muito grosseiro, desrespeitoso, e, no mínimo, desnecessário… sempre apreciei o pensamento dialético, a arte do diálogo, a arte de debater, de persuadir ou raciocinar… a tese, a antítese, a síntese… e depois tudo novamente, num processo sem fim, pois o mundo gira! A realidade muda… mudam os fatos!
Apesar de gostar muito dessas paradas, de postar o que penso tentando não ofender ninguém (pelo ao menos é o que tento), de curtir as postagens dos amigos,etc., etc., estou reavaliando esse meu gosto … talvez seja hora de buscar outras opções.]

Por oportuno – o texto é de Vera Cidley, cidadã brasileira, amiga e arquiteta da melhor safra, postado em sua conta no Facebook que sem pedir autorização eu trouxe pra vc. O título não é de Vera.Foi a minha reação à primeira vista do texto. Arre!

 

 

 

 

DESFALQUE NAS BORRACHARIAS 

Muita coisa mudou nas últimas semanas por causa da pandemia e diversas ações importantes foram canceladas. Agora foi a vez da Pirelli mergulhar na luta contra o coronavírus com uma decisão inédita: o cancelamento da edição de 2021 de seu icônico calendário. Desde 1983 o projeto rola todos os anos, sem interrupções, mas sua produção, que já estava encaminhada, foi interrompida por motivos óbvios. A empresa, porém, informou em comunicado oficial que irá doar €100 mil (cerca de 560 mil reais) para a luta e pesquisa contra o novo vírus: “A emergência sem precedentes da Covid-19 nos forçou a fazer isso. Voltaremos ao projeto quando for a hora certa, junto com as pessoas que estavam trabalhando nele”, informa o vice-presidente executivo e CEO da Pirelli, Marco Tronchetti Provera.

A edição de 2020 do calendário demorou seis meses para ser produzida e editada, com o tema “Procurando por Julieta”. O projeto contou com nomes como Kristen Stewart, Rosalía, Yara Shahidi e Emma Watson. ( do Glamurama)

 

 

VELHOS, O PESO DO MUNDO

Julio Maria

Ao ouvir que “só os mais velhos” estão sujeitos ao novo coronavírus e que a força jovem e criativa da parte dos vivos que interessa à humanidade deve voltar aos trabalhos agora para que o país não derreta, penso logo em como se sentem esses tais “mais velhos” aos quais o suspiro de alívio da frase se refere. Dizer que a doença “só mata velhos” é como dizer “tudo bem, só morre quem está com o pé na cova” ou “quem vai se abalar com a morte de alguém que já viveu tanto?” Não é verdade que o novo coronavírus tenha esse apetite exclusivo por pessoas com mais de 70 anos, como os leitos e os respiradores comprovam todos os dias, mas ainda que fosse, que a doença “só” levasse “esses velhos inúteis para o crescimento do país”, “essa categoria de gente que não faz a mínima falta em um processo eleitoral pelo simples motivo de que eles nem votam mais depois que completam 70 anos”, ainda deveria ser o suficiente para parar um país.

Os velhos se tornaram o peso do mundo, uma massa formada por toneladas de peles flácidas e ossos aerados pronta para ser sacrificada em nome do destravamento da economia. Sem engajamentos sociais que os defendam, até porque o lugar de fala de um líder dessa categoria à parte das questões modernas caberia a alguém que já não consegue mais falar alto e sem a agilidade de raciocínio para os grandes enfrentamentos, os idosos não fariam, como se lê nas casamatas do discurso do ainda presidente Jair Bolsonaro, nenhuma falta. “Isolem os velhos com mais de 60 anos (de um dia para o outro o limite baixou em dez anos) e vamos trabalhar!” Eles, os velhos, olham então para os lados e desconfiam de que, sim, é com eles mesmo. Chegou sua vez e eles mal perceberam. Estão miserável e irremediavelmente velhos. Suas mãos estão enrugadas, sua memória não é mais precisa e os movimentos são cada dia mais lentos. Velhos e dispensáveis, não importa o quão moderno tentaram ser nos últimos anos fazendo vídeo chamada para os netos aos domingos ou conversando com os filhos sobre o novo disco do Djonga. Se redimindo das durezas do passado deixando o neto dormir com a namorada em casa ou elogiando as tatuagens do filho no pescoço. Eles não fazem mais falta.

Do brilho da juventude ao cuspe do presidente, foi tudo muito rápido, como mostra uma retrospectiva resumida da vida média de um senhor de 80 anos pronto para ser jogado no quarto dos fundos. Entre os zero e os dez anos, não há mais lembranças, apenas cheiros e sensações. Até os 18, os fatos não são muito precisos e começam a surgir algumas fantasias. Não diga mentiras, mas fantasias, aquelas verdades que se esqueceram de acontecer. A partir de então, só fica o que o tempo não apaga. O primeiro elogio na sala de aula, o primeiro beijo na saída da escola, o primeiro e muitas vezes único tremor de pernas diante de um grande amor. O primeiro sexo, o primeiro LP, o aniversário inesquecível, o dia em que Elis Regina morreu. Quando vêm a linha dos 40 para os 50, os velhos se calam. A fase em que a vida para de dar e começa a tirar é lembrada em silêncio. A mãe se foi, alguns amigos partiram, os filhos se distanciaram e os chefes os trocaram por mão de obra jovem e barata.

Mas os 60 chegam redentores e a vida parece renascer nos netos. Eles trazem a alegria de uma segunda paternidade desprovida de preocupações e inundam as casas de um amor novo e vibrante. Os netos, esses mesmos que devem seguir suas vidas normais nas escolas sem mais poder passar perto do quarto dos fundos para não contaminarem ele, o velho. Há um momento da vida em que morrer por um vírus não é o problema. O que dói é ser assassinado antes de tudo acabar.

Por oportuno – Texto do articulista Julio Maria, de “O Estado de São Paulo”, publicado dia 26/03, sugerido e postado no whatssap por Aluísio Barros de Oliveira, apodiense, professor, produtivo, amigo e avó de Matheus e Davi.

 

 

@ “Esse é o mundo das possibilidades e as coisas só são impossíveis até o momento em que deixam de ser. Estamos sempre repetindo: não é possivel! Não é possível. Mas é! É possível!” MIGUEL FALABELLA, ator, dramaturgo, diretor, dublador, cineasta, escritor e apresentador de televisão brasileiro.

@ Hoje é dia de celebrar com Aécio Dias, Roseana Silveira, Getúlio Vale, Lavínia Negreiros, Marcília Gomes Mendes, Kaio Marques, Gledson Alves, Delio Rosado, Jakeline Filgueira, Sarah Barreto e Daniel Pinto que aniversariam. Parabéns!

@ Ama-se mais e retribua o amor que recebes. Como disse São Francisco de Assis – É dando que se recebe. Não saia de casa.

@ Jair Bolsonaro está divulgando um vídeo como peça de propaganda e mobilização contra o isolamento social, estimulando que as pessoas saiam às ruas e voltem ao trabalho, contrariando orientações da Organização Mundial da Saúde e as determinações dos governadores estaduais.

@ Deu errado para os pequenos comerciantes do Centro da cidade que abriram suas lojas, ontem, contrariando determinações da Prefeitura de Mossoró e do Governo do Estado e seguindo sugestão de Jair Bolsonaro. Ficaram à espera dos clientes que não apareceram e só aumentaram seus custos.

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