Crescimento

Apreensão de drogas no Brasil aumentou mais de 200% de janeiro a julho

O Observatório do Crack da Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca os números, uma vez que a circulação e o consumo de drogas impactam diretamente na gestão municipal

De janeiro a julho de 2020, em comparação com o mesmo período de 2019, a apreensão de drogas no Brasil aumentou em mais de 200%, segundo dados do Departamento de Estatísticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Nos primeiros seis meses, foram apreendidas 316 toneladas de maconha e 14,6 toneladas de cocaína nas rodovias federais. O crescimento de drogas apreendidas é confirmado também pelo Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

A Receita Federal do Brasil (RFB) apreendeu 27,8 toneladas de cocaína no primeiro semestre deste ano, 5,07% a mais do que em 2019. Cerca de 40% das apreensões de cocaína pela Receita ocorreram no Porto de Santos (SP), o maior da América Latina, que reteve 10,5 toneladas da droga. A RFB já havia registrado o recorde anual de apreensão de cocaína no ano passado, com 57,8 toneladas. O resultado foi 84% maior do que o apurado em 2018.

O fenômeno foi constatado ainda pelas forças de segurança estaduais e por outros países, como na Itália, que fez a maior apreensão de drogas sintéticas do mundo – 84 milhões de comprimidos. Em território nacional, no Paraná, fronteira com o Paraguai e Argentina, a segurança estadual apreendeu 128,3% mais drogas no primeiro semestre deste ano. Balanço da Secretaria da Segurança Pública do Paraná contabilizou 124,6 toneladas de cocaína, de maconha e de crack apreendidos. No mesmo período do ano passado foram 54,5 toneladas.

Uma operação da Polícia Federal (PF) e da PRF, em Mato Grosso do Sul, entre Ponta Porã e Amambai, na região de fronteira com o Paraguai, apreendeu 22 toneladas de maconha. A Polícia Militar sul-mato-grossense também fez sua maior apreensão de drogas do ano, mais de 8,2 toneladas de maconha na rodovia próxima a Itatinga (MS).

No dia 4 de agosto, uma operação da Polícia Militar e PRF, em João Pessoa (PB), apreendeu 400 quilos de maconha e cocaína.

No Ceará, as polícias Federal e Rodoviária Federal apreenderam 652,16 kg da droga durante este ano, um aumento de 43,6%. Os exemplos indicam que o crime organizado tem encontrado caminhos para escoar as drogas produzidas na América Latina durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), mesmo com o fechamento das fronteiras.

O Observatório do Crack da Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca os números, uma vez que a circulação e o consumo de drogas impactam diretamente na gestão municipal. Conforme mostra o observatório, as áreas mais afetadas são saúde, assistência social, educação e segurança. As duas primeiras são pilares no enfrentamento do coronavírus nos Municípios do país, apesar de todos os setores serem impactados pelo vírus.

Com o aumento das apreensões, as políticas públicas locais podem focar ações de prevenção e ressocialização de dependentes. Da Agência CNM de Notícias, com informações da PF, RFB, G1, Folha e outros jornais regionais.

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