Patrimônio abandonado II

Após quinze anos, Teatro Municipal Dix-huit Rosado está caindo aos pedaços

Prefeitura vai comemorar aniversário do equipamento, mesmo sem dar atenção à conservação e manutenção

Por Caio César Muniz

Dando seguimento à nossa série de matérias sobre o processo de abandono pelos quais passam alguns “cartões-postais” de Mossoró, visitamos e ouvimos pessoas acerca das condições em que se encontra a maior casa pública de espetáculos da cidade, o Teatro Dix-huit Rosado.

Como capacidade para mais de 700 pessoas, prestes a completar 15 anos e com anúncio de programação alusiva a isto, o Teatro Dix-huit Rosado está, literalmente, caindo aos pedaços, como se pode constatar nas fotos.

Há relatos inclusive de transeuntes que por muito pouco não foram atingidos por pedaços de cerâmicas que estão se soltando das paredes desde há muito tempo sem qualquer tipo de reparação ou reposição.

O mesmo pode ser observado na praça Cícero Dias, defronte ao Teatro, onde o piso foi danificado devido ao trânsito de brinquedos motorizados, e, mesmo após o impedimento de utilização para este fim, não houve mais qualquer reparo dos danos.

Desde que foi criado, em 2003, ao custo de 6 mi, graças a uma parceria com a Petrobras, o Teatro nunca passou por um processo de reforma e facilmente se percebe a sua deterioração, assim como outros empreendimentos culturais e turísticos ligados ao município.

Segundo informações obtidas junto à secretaria de cultura, na próxima segunda-feira (04), a prefeita Rosalba Ciarlini irá anunciar “algumas melhorias para a cultura, dentre elas o Edital do Prêmio Fomento. Deve também, dentro deste pacote, [anunciar] alguma coisa relacionada ao teatro já que este mês e o aniversário do mesmo”.

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