Desestatização

Bolsonaro assina MP da Eletrobras sem proteção a demitidos

Presidente vetou trecho que obrigaria governo a reaproveitar trabalhadores demitidos em face da privatização

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou, com vetos, a Medida Provisória 1031/2021, que prevê a privatização da Eletrobras. A sanção foi publicada na edição desta terça-feira (13) do Diário Oficial da União (DOU).

O presidente vetou diferentes pontos sobre a aquisição de ações com descontos por parte de funcionários e a proibição de extinguir companhias.

Um dos pontos vetados que mais tem chamado a atenção é a obrigação do governo de reaproveitar servidores por um ano. Na prática, se o veto for mantido, os trabalhadores que forem demitidos por causa da privatização ficarão sem proteção.

Para justificar o veto ao trecho que impõe ao governo o reaproveitamento dos empregados da Eletrobras até um ano após à desestatização, o governo apontou que o dispositivo “viola o princípio do concurso público e aumenta as despesas”.

OUTROS VETOS – Em relação à aquisição de ações com descontos por parte de funcionários, o texto dizia que até 1% das ações da União, após o aumento de capital, poderia ser adquirida pelos empregados demitidos. Para o veto, o governo alegou que a medida contraria o interesse público e poderia causar distorção no processo de precificação das novas ações.

Outro trecho vetado foi o que proíbe a extinção, incorporação, fusão ou mudança de domicílio estadual, por dez anos, das subsidiárias Chesf (PE), Furnas (RJ), Eletronorte (DF), e CGT Eletrosul (SC). De acordo com o presidente, a medida “limita a gestão das subsidiárias pela nova empresa e retira a flexibilidade da futura Eletrobras”.

O Congresso aprovou a medida provisória em 21 de junho. A medida já havia passado pela Câmara, mas como foi alterada pelos senadores precisou ser novamente votada pelos deputados. (Com informações do Congresso em Foco)

A privatização, defende o governo federal, deve reduzir a conta de luz em até 7,36%. Já entidades do setor apontam que a conta de luz vai ficar mais cara porque o texto prevê medidas que geram custos que serão pagos por consumidores.

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