Polícia prende grupo que furtava lojas no RN e outros estados do Nordeste
Cinco pessoas, entre elas três mulheres e dois homens, foram presas no último sábado (9), em Salvador, durante a Operação Nefertum, suspeitas de furtar produtos de grife e alto valor em lojas de cinco estados do Nordeste, incluindo o Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Civil, o grupo foi flagrado em um centro de compras da capital baiana.
As investigações começaram em 21 de julho, após uma série de furtos em quatro shoppings de Salvador, localizados na Barra, Avenida ACM e Tancredo Neves. Entre os produtos apreendidos estão bolsas, cosméticos, perfumes, acessórios, roupas e eletrodomésticos.
“Vimos que se trata não só de uma associação criminosa onde os indivíduos que associam de forma aleatória, é uma organização com pessoas que tem papéis definidos e delimitados por um líder”, explicou a delegada Mariana Ouais, que investiga o crime.
Os nomes dos suspeitos não foram revelados. No entanto, a polícia detalhou que os dois homens são pai e filho. A estimativa é que a prática criminosa tenha causado, somente no sábado (9), um prejuízo de mais de R$ 100 mil.
Com o grupo, também foram encontradas sacolas de papel e uma tigela revestida com papel alumínio, utilizada para bloquear os dispositivos de alarme dos produtos furtados. Todo o material foi localizado dentro de um carro que estava com os suspeitos.
“Algumas lojas que utilizavam de lacres e alarmes, eles usavam uma cuba revestida de alumínio para que o alarme não disparasse. Também usavam um desoclopador, que retira aquele imã das lojas de departamento”, afirmou a delegada.
“Eram biótipos de pessoas que as lojas não iam desconfiar. Era uma senhora que ia com um rapaz, que podia ser seu neto. Enquanto um primeiro indivíduo chamava atenção dos vendedores, eles dois faziam o recolhimento dos pertences”, concluiu.
As investigações apontaram que o grupo era formado pelos cinco presos no sábado e por mais um homem que se encontra foragido. Eles praticaram furtos em estabelecimentos comerciais nos estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Bahia.
A Polícia Civil informou que utilizou recursos tecnológicos para inteligência policial, investigações em campo e compartilhamento de informações, possibilitando a identificação dos suspeitos. O grupo segue preso à disposição da Justiça.
Ainda segundo a polícia, todo o material apreendido será restituído aos proprietários após os trâmites periciais e de formalização.
*Com informações do G1 BA
