Greve

STTU aciona Justiça após paralisação dos ônibus em Natal

Secretaria relatou o não cumprimento da frota mínima de ônibus prevista para situações de greve

A Secretaria de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) informou que encaminhou à Justiça um ofício relatando o não cumprimento da frota mínima de ônibus prevista para situações de greve, após a paralisação total do transporte público na manhã desta quarta-feira (4). A paralisação foi deflagrada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Rio Grande do Norte (Sintro).

De acordo com a STTU, a recomendação judicial era de que 70% da frota de ônibus deveria circular mesmo durante a greve. No entanto, fiscais do órgão constataram que nenhum veículo saiu das garagens.

Segundo Júnior Rodoviário, presidente do Sintro, a categoria não descumpriu deliberadamente a decisão judicial. Ele afirma que a liminar não especificava quais veículos deveriam circular e que muitos são “carros diretos”, que não têm motoristas substitutos, o que inviabilizou a operação.

Reivindicações da categoria

O movimento grevista é motivado por uma série de reivindicações dos rodoviários. Entre os principais pontos estão:

  • Reajuste salarial de R$ 2.583,37 (maio de 2025) para R$ 2.600,00 (a partir de outubro de 2025);
  • Aumento no vale-alimentação de R$ 500 para R$ 550 até dezembro de 2025, com acréscimo de 25% e sem
  • desconto de até 3 dias mediante apresentação de atestado;
  • Plano de saúde com custo de até 15,5% para os trabalhadores;
  • Pagamento de CNH e exame toxicológico pelas empresas;
  • Banco de horas com validade de seis meses;
  • Pagamento retroativo aos valores acordados a partir de maio;
  • Manutenção de todas as cláusulas do acordo anterior.
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