Transporte urbano

Queda na demanda obriga Cidade do Sol a demitir funcionários

Empresa emite nota esclarecendo medida extrema para poder continuar operando com os serviços no município 

O setor de transporte coletivo urbano em Mossoró, a exemplo do restante do país, vem enfrentando sérios problemas operacionais devido à redução de cerca de 90% na demanda dos serviços. Hoje, 4, a empresa Cidade do Sol, responsável por operar este seguimento no município, emitiu uma nota de esclarecimento sobre a situação financeira da empresa.

Nos esclarecimentos feitos pela direção local da empresa Cidade do Sol, está a notificação da demissão de 23 funcionários. Segundo a nota, com a redução da demanda, houve a necessidade de paralização de algumas linhas e consequentemente vários ônibus precisaram parar de circular, o que ocasionou a dispensa de motoristas.

A empresa detalha que a crise no setor teve início no ano passado com a pandemia do novo coronavírus e vem se estendendo, juntamente com a crise sanitária. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) acumula R$ 11,75 bilhões em perdas entre março/2020 a fevereiro/2021, e em Mossoró, assim como em todo o Brasil, as empresas vem buscando alternativas para manutenção dos serviços.

Segundo os esclarecimentos emitidos pela Assessoria de Comunicação da empresa Cidade do Sol, aliado à crise sanitária, as empresas ainda estão enfrentando seguidas altas no preço do diesel. A empresa alega também que desde o início da pandemia vem adotando medidas para manter a operação, mesmo em meio ao crescente desequilíbrio financeiro.

A empresa explica que desde meados do ano passado, o serviço opera com as linhas de maior fluxo (Abolição, Nova Vida e Vingt Rosado), que transportam cerca de 90% do total de passageiros que utilizam o serviço na cidade. Antes da pandemia, a concessionária operava com 17 itinerários. Devido a crise, vários itinerários tiveram que ser subtraídos.

Segundo o diretor da empresa, Waldemar Araújo, as suspensões temporárias de itinerários deficitários não foram suficientes para garantir o equilíbrio financeiro. O diretor continua explicando que ficou insustentável manter o quadro de funcionários completo mesmo sem operação da totalidade de linhas e que precisou adotar a medida de enxugamento do quadro, tendo que suspender os contratos de trabalho de 23 colaboradores.

Waldemar reforça que, tão logo ocorra aumento na demanda, as linhas poderão ser retomadas. “Vivemos a maior crise sanitária e econômica do país. A pandemia nos atingiu em cheio e estamos adequando a operação para manter o serviço, mesmo com todas as dificuldades. Perdemos mais de 90% dos passageiros desde 2020, e, mesmo reduzindo as linhas, no ano passado, mantivemos os empregos de todos os colaboradores, mas, infelizmente, precisamos enxugar o quadro. Esperamos que tudo isso passe para que voltemos ao patamar de excelência do serviço que mantínhamos antes da pandemia, aprovado por 87% dos clientes da empresa”, declarou.

Ainda segundo Waltemar Araújo, a confiança do setor na retomada e crescimento dos serviços após a pandemia se deve a três fatores principais, ao compromisso da Prefeitura Municipal em apoiar o setor, com medidas, para que o transporte coletivo em Mossoró evolua, conforme todo o planejamento pensado para a mobilidade urbana do município; ao fortalecimento da economia e ao aumento na demanda de passageiros.

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