O requentador de notícias falsas

O deputado federal licenciado potiguar Fábio Faria (PSD) alimenta um grande desejo político: quer ser candidato a vice-presidente na chapa a ser encabeçada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Hoje ministro das Comunicações de Bolsonaro, Fábio conta com a força do seu atual mandato e, principalmente, do SBT, rede de televisão de Silvio Santos, seu sogro. A emissora televisiva, sabe-se, é uma grande aliada do presidente: divulga o que interessa a Bolsonaro e finge que não vê o caos em que o presidente está mergulhando o país.

Fábio Faria, sabe, no entanto, que só isso não basta. Para agradar ao presidente, precisa desqualificar adversários e demonstrar fidelidade canina ao patrão, transformando – a custo de muito mentira -o ministério sob seu comando em órgão de assessoria pessoal do presidente. Bem ao estilo Goebbels de fazer propaganda.

Em seu quarto mandato, Fábio Faria só vinha ao Rio Grande do Norte de quatro em quatro anos em busca de votos. Agora, tem aumentado a frequência com quem vem ao Estado. Infelizmente, para espalhar mentiras. E não tem sido pouca a disposição do ministro para inventá-las e/ou para espalhar aquelas criadas por Bolsonaro.

Na mais recente visita ao Rio Grande do Norte, Fábio Faria voltou a espalhar a notícia – mentirosa – de que o governo da professora Fátima Bezerra (PT) usou verba da covid para pagar folhas salariais atrasadas do funcionalismo público. É importante ressaltar que o próprio Tribunal de Contas do estado (TCE/RN) já desmentiu essa informação.

Também não é repetitivo lembrar que foi o ex-governador Robinson Faria (PSD), pai de Fábio que, desumanamente, deixou os servidores públicos estaduais com 4 folhas salariais por receber.

As mentiras de Fábio buscam desestabilizar o governo da professora Fátima. Por duas razões: agradar a Bolsonaro (que elegeu a esquerda como inimigo para ter discurso político) e para viabilizar algum candidato do seu grupo político na disputa pelo governo do RN no próximo ano.

Como mentira tem pernas curtas, como se diz no adágio popular, é possível que essa estratégia mitômana contribua para encerrar a carreira política de Fábio Faria. Para o bem do Rio Grande do Norte. E da verdade.

REJEIÇÃO NAS ALTURAS
Pesquisas de preferência do eleitorado para as eleições presidenciais de 2022 e que apontam o ex-presidente Lula como franco favorito para vencer a disputa, trazem outra informação importantíssima: Bolsonaro tem rejeição superior a 60%. Dificilmente, até lá, Bolsonaro conseguirá diminuir esse índice a percentuais que o coloquem em condições de vencer o pleito.

SITUAÇÃO PREOCUPANTE
Esse fato, no entanto, ao invés de trazer tranquilidade, provoca preocupação. Primeiro porque até lá só Deus sabe o que Bolsonaro será capaz de fazer com os adversários e com o sistema eleitoral. Segundo: ele não vai querer deixar o cargo, mesmo perdendo a eleição. Anotem.

PELA DEMOCRACIA
Enquanto Bolsonaro atinge a democracia e as instituições brasileiras, personalidades políticas se unem em nome do regime democrático. Foi o que aconteceu ontem, por exemplo, no entre o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmim (PSDB). Antes, já haviam conversado os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso.

TIRAR DA DISPUTA
Sem candidato com condições de vencer a governadora Fátima Bezerra (PT) nas eleições do próximo ano, a oposição busca um meio de tentar tirá-la da disputa. Para isso, tenta instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

CAÇA À ESQUERDA
De norte a sul do país, o Judiciário, com raras exceções, tem atuado de forma célere quando é para julgar ações em que partidos da esquerda estão no polo passivo. Além disso, as decisões tem se mostrado bastante questionáveis. No RN, agora, o PSOL sofreu nova condenação do TRE/RN. O mesmo Tribunal que levou anos para julgar o caso Kerinho.

 

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