Um apelo aos sensatos e pela volta da sensatez

*Por Márcio Alexandre

Estive essa semana participando de pequeno ato coletivo. Com poucas pessoas, claro, e com a adoção, de forma inequívoca, de todas as medidas de proteção sanitária. 

Embora não fosse esse o foco do ato, nele algumas pessoas deram tocantes depoimentos sobre como a pandemia impactou em suas vidas.

No primeiro caso, uma mulher, cheia de comorbidades, lembrava, com choro, emoção e gratidão a Deus, como a nora venceu a doença. Como voltou para casa após dias internada, com a sofrida experiência de ter sido intubada.

Enquanto a jovem de 26 anos lutava no hospital, em casa, o sofrimento de todos por ela estar na linha tênue que separa a vida da morte, se tornava ainda mais angustiante pelas perguntas da filhinha sobre seu improvável retorno.

Doía não saber se ela votaria, mas doía ainda mais por não se ter como dizer a uma criança, sem traumatiza-la, porque ela não estava em casa. Relato forte, graças ao Pai, com final feliz.

Um segundo relato, também forte, também emocionante, de uma outra mulher, causou mais emoção e dor porque nele estava presente a narrativa de uma perda. A mulher que nos contava, em lágrimas, que havia perdido o pai, a referência, a pilastra da casa. Tombou para a covid. Feita a vontade de Deus, nas palavras da narradora, que agradecia por ter tido de volta a mãe, a irmã e o marido, todos que haviam sido internados por causa da doença. A genitora inclusive passou a ocupar no final da tarde a mesma UTI que o pai havia desocupado pela manhã por não ter resistido à doença.

Nos dois casos, a mesma causa: a falta de cuidados por um fez com que alguns fossem contaminados pelo vírus. E teve quem pagasse com a própria vida.

Na fala embargada das duas mulheres, igual apelo para que todos se cuidem e, principalmente que todos tomem a vacina. Sem escolher marca, sem titubear, sem dar ouvidos a profetas do caos. Um apelo aos sensatos e um grito pela volta da sensatez.

Não há como não se emocionar quando os números são apresentados em narrativas vivas de quem sofreu com as perdas. De quem perdeu pela insensibilidade dos outros. De quem padece pela falta de solidariedade. Precisamos retomar nossa humanidade para não perdemos mais humanos.

COMPANHIA ESPECULADA

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (Solidariedade) acompanhou, hoje, na cidade, a agenda administrativa da governadora Fátima Bezerra (PT). Gesto republicano do gestor municipal, sobretudo após a gafe em não convidar alguém da gestão estadual para participar da inauguração do Hospital de Psiquiátrico da cidade, construído em terreno doado pelo governo do RN.

COMPANHIA ESPECULADA II

Apesar dessas razões, a participação do prefeito tem sido alvo das mais variadas especulações, especialmente em torno das eleições do próximo ano. O zunzunzum tem sido maior porque, como se sabe, Allyson não foi ao aeroporto receber o presidente Bolsonaro (sem partido).

RETOMADA DA NORMALIDADE?

Muitas das atividades que estavam suspensas por conta da pandemia vão voltando aos poucos. Em Mossoró, por exemplo, na próxima segunda-feira, 5/7, a Câmara Municipal retoma suas sessões presidenciais.

POSSIBILIDADE PARA UNS

Essa retomada é possível em algumas situações e é facilitada pelos bons indicadores epidemiológicos que a vacinação tem ofertado. Em algumas situações, por outro lado, isso não é muito favorável. Aulas presenciais, por exemplo, implica em que a vacinação tenha atingido um percentual muito grande da população. Só vacinar os profissionais da área não dá a segurança necessária.

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