Por uma causa, não basta apenas ser

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) declarou semana passada, que é homossexual. O fato, claro, dominou os debates em quase todo o país, e em quase todos os locais. Para uma parte das pessoas, Eduardo assumiu publicamente sua condição com a intenção de se viabilizar como o nome da tal terceira via para as eleições presidenciais do próximo ano.

A despeito de vivermos num país de muita homofobia, sensibilizar pela via escolhida por Eduardo é uma grande possibilidade.

Independente das razões pelas quais Eduardo Leite decidiu tornar pública sua condição – essa é uma questão que merece todos os aplausos e deve ser respeitada – apenas afirmar que é homossexual não faz de Leite – ou qualquer outra pessoa – militante do movimento LGBTQIA+.

Para colocar-se como integrante e defensor de uma causa não basta somente dizer-se parte dela. É preciso fazer. A luta, o combate, a resistência. Ser militante de uma causa é preciso primeiro não ter adotado qualquer posição – pública ou privada –contrária à essência dela.

Não dá para combater o racismo ao mesmo tempo em que se faz piada com negros. Não se apoia o feminismo minando espaços de resistência das mulheres. Não se constrói a luta LGBTQIA+ apoiando homofóbicos.

A boa militância tem cor, nome e causa. É necessário afirmá-la publicamente, amealhando o bônus e assumindo o ônus dessa condição.

Dizer em determinas situações, em tempos específicos e em locais privilegiados que defende uma causa não é militância. É oportunismo.

 

ALINE COUTO

A ex-vereadora Aline Couto (PSDB) tem sido uma presença muito constante nas redes sociais. Exercendo especialmente o papel de oposição ao prefeito Alysson Bezerra (Solidariedade). Muito salutar. Mas tem cometido uns exageros. Em atuação oposicionista, criticar tudo o que se faz ou se deixa de fazer às vezes é um risco.

 

ALINE COUTO II

A ex-vereadora criticou o fato de o prefeito ter participado de parte da agenda administrativa da governadora Fátima Bezerra (PT) em Mossoró. Para ela, Alysson cometeu um crime de lesa-pátria, porque Fátima é do PT, porque a governadora não tem densidade eleitoral e porque não esteve no aeroporto para receber o presidente Bolsonaro quando por aqui passou, embora sem agenda na cidade.

 

ALINE COUTO III

Como não criticou sua colega de partido, ex-deputada Sandra Rosado, que esteve também acompanhando a mesma agenda, e pela forma como fez as colocações, a reclamação de Aline pode demonstrar certo recalque, alguma inveja e muito preconceito.

 

BLINDAGEM NO SESI

Estive hoje no ginásio do Serviço Social da Indústria (Sesi) acompanhando o processo de vacinação. Segue a organização de sempre. Percebi que instituíram uma série de proibições, como restrição de acompanhantes a determinadas áreas do espaço, antes permitida, e fiscalização rigorosa a atos dos vacinados. Diferente da vez em que fui vacinado, até mesmo a forma como o pessoal que estava trabalhando na imunização, trata as pessoas mudou. Hoje, foi de uma rispidez no mínimo desnecessária.

 

BLINDAGEM NO SESI II

Imaginei que as – novas – medidas tinham como objetivo minimizar prováveis condições de contaminação dos presentes pelo novo coronavírus. Ao presenciar o pessoal impedindo uma moça de tirar a foto com um cartaz protestando contra o presidente Bolsonaro, vi que mais do que preocupação com a saúde está a blindagem do genocida.

 

SEM DEFESA

Aliás, que presidente mesquinho, desrespeitoso, vil e corrupto esse que nós temos atualmente, hein? Com tanta denúncia de corrupção, além de haver órgãos aparelhados, como PF e MPF, parece que outras autoridades tem medo de levar a cabo as investigações.

DIGNIDADE FÁTIMA

Como tem dignidade a governadora Fátima Bezerra (PT/RN). Nos atos, nos gestos, nos afetos e até no silêncio. Não é á toa que faz uma grande gestão. Não é sem razão que seus adversários buscam atingi-la com golpes traiçoeiros e mesquinhos.

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